Elon Musk disse este sábado que a Starlink é crucial para as Forças Armadas da Ucrânia, sugerindo que se desligasse esses sistemas a linha da frente ucraniana entraria em colapso. “O meu sistema Starlink é a espinha dorsal do exército ucraniano. Toda a linha de frente deles entraria em colapso se eu o desligasse. O que me deixa enojado são anos de matança num impasse que a Ucrânia inevitavelmente perderá”, escreveu o empresário na rede social X, que detém desde 2022. Depois, voltou atrás.

Horas após a ameaça, uma promessa? Musk disse que, apesar de discordar de Kiev, não iria bloquear o acesso à Starlink. “Para ser extremamente claro, por muito que discorde da política da Ucrânia, a Starlink nunca desligará os seus terminais. Estou simplesmente a afirmar que, sem a Starlink, as linhas ucranianas entrariam em colapso, uma vez que os russos podem bloquear todas as outras comunicações”, tentou esclarecer o multimilionário, que uma vez mais recorreu à rede social X.

As reações à (inicial) ameaça de Musk não tardaram a surgir. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Polónia, Radoslaw Sikorski, deixou um aviso: “Os [sistemas] Starlink para a Ucrânia são pagos pelo Ministério da Digitalização polaco […] se a SpaceX revelar ser um fornecedor pouco fiável, seremos obrigados a procurar outros fornecedores.”

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O aviso polaco não ficou sem resposta. Musk disse que o país paga apenas “uma pequena fração” do custo do acesso da Ucrânia à Starlink, apesar de Sikorski ter tido que a Polónia fornecia metade dos 42.000 terminais da Ucrânia, o que alegou que custa 50 milhões de dólares por ano.  “Cala-te, pequenote. Pagas uma pequena fração do custo. E não há substituto para o Starlink”, lê-se na publicação de Musk.