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Um grupo de colonos israelitas agrediu, nesta segunda-feira, Hamdan Ballal, um dos correalizadores palestinianos do filme vencedor de um Óscar “No Other Land”, na Cisjordânia ocupada, e este foi depois detido por militares israelitas. Entretanto, Ballal foi libertado. As Forças de Defesa de Israel (IDF), em comunicado enviado às redações, contam uma história diferente: Hamdan Bilal é suspeito de atirar pedras às forças de segurança.
Dezenas de colonos atacaram a aldeia palestiniana de Susiya, na zona de Masafer Yatta, destruindo bens, informou o grupo de ativistas Center for Jewish Nonviolence. Os colonos atacaram Hamdan Ballal, deixando a sua cabeça a sangrar e com ferimentos no estômago.
“Começaram a atirar pedras aos palestinianos e destruíram um tanque de água perto da casa de Hamdan”, indicou um dos cinco ativistas judeus americanos presentes no local em declarações ao The Guardian. “Os colonos destruíram-lhe o carro com pedras e cortaram um dos pneus. Todas as janelas e para-brisas ficaram partidos”, acrescentou um outro ao mesmo jornal inglês.
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Enquanto Ballal estava a ser tratado numa ambulância, soldados israelitas detiveram-no a ele e a um segundo palestiniano (identificado apenas como Nasser), adiantou o grupo. O seu paradeiro é, agora, desconhecido, assim como o motivo da detenção.
A group of settlers just lynched Hamdan Ballal, co director of our film no other land. They beat him and he has injuries in his head and stomach, bleeding. Soldiers invaded the ambulance he called, and took him. No sign of him since.
— Yuval Abraham יובל אברהם (@yuval_abraham) March 24, 2025
“Não sabemos onde está Hamdan, porque ele foi levado com uma venda nos olhos”, disse à Associated Press Josh Kimelman, um dos ativistas que estava no local. O exército israelita revelou que se encontra a investigar o ataque, mas não avançou com dados sobre os dois homens detidos.
O filme “No Other Land”, que ganhou este ano o Óscar de melhor documentário, relata a luta dos habitantes de Masafer Yatta para impedir os militares israelitas de demolirem as suas aldeias. Foi realizado por dois palestinianos, Hamdan Ballal e Basel Adra, ambos residentes em Masafar Yatta, e dois israelitas, Yuval Abraham e Rachel Szor.
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Forças de Defesa de Israel dizem que cineasta é suspeito de atirar pedras
As Forças de Defesa de Israel (IDF), em comunicado difundido pela embaixada de Israel, desmentem esta notícia da agência Lusa e colocam o cineasta entre os “vários terroristas [que] atiraram pedras a cidadãos israelitas, danificando os seus veículos perto de Susya”.
Em seguida, um confronto violento eclodiu, envolvendo arremessos mútuos de pedras entre palestinianos e israelitas no local. As Forças de Defesa de Israel e da polícia israelita chegaram para dispersar o confronto, e nesta altura, vários terroristas começaram a atirar pedras às forças de segurança.
“Em resposta as forças prenderam três palestinianos suspeitos de atirar pedras contra as forças de defesa, bem como um civil israelita envolvido nesse violento confronto”, pode ler-se no comunicado, acrescentando que “os detidos foram levados para interrogatório posterior pela polícia de Israel”.
Um cidadão israelita ficou ferido no incidente e foi retirado do local para receber tratamento médico.
“Ao contrário das alegações, nenhum palestiniano foi detido dentro de uma ambulância”, acrescenta a embaixada, confirmando que “entre os detidos está Hamdan Bilal, que é suspeito de atirar pedras às forças de segurança”.