A vice-presidente do Conselho de Jurisdição do Chega está a ser julgada pelos crimes de burla qualificada e falsificação de documentos, avança a SIC Notícias. Ana Caldeira terá tentado burlar um ex-sócio falsificando a assinatura de uma mulher que já morreu. André Ventura — que nos últimos meses tem sido confrontado com vários casos judiciais a envolverem membros do Chega — já prometeu que haverá consequências.
Ana Caldeira, advogada, terá dito a um antigo sócio que tinha uma cliente que precisava de 6 mil euros com urgência. Para o convencer a emprestar aquela quantia de dinheiro a uma desconhecida, a dirigente do Chega prometeu que ao ex-sócio que este receberia mais quatro mil euros em juros, num total de 10 mil euros — e num prazo de seis meses.
O acordo entre os dois ficou firmado, num contrato de confissão de dívida e num Termo de Autenticação, registados no site da Ordem dos Advogados. Segundo o despacho do Ministério Público, os documentos estavam assinados por Maria Amélia Martins, a alegada cliente de Ana Caldeira que precisava do dinheiro com urgência.
No entanto, Maria Amélia Martins morreu há 10 anos, em março de 2015. Segundo a acusação, Ana Caldeira falsificou a assinatura com o objetivo de se apoderar dos 6 mil euros. A vice-presidente do Conselho de Jurisdição do Chega ainda devolveu a quantia emprestada mas não os juros prometidos.
Segundo a SIC, o presidente do Chega não tinha conhecimento do caso mas garante que haverá consequências para Ana Caldeira.
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