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Um recado directamente para Moscovo. Esta segunda-feira, Donald Trump falou diretamente sobre a Rússia e os ataques russos à Ucrânia, dizendo que não gostava das “bombas” enviadas por Moscovo e que queria um fim destes ataques.
“Estamos a falar com a Rússia. Gostaríamos que eles parassem”, disse Trump durante a viagem de regresso a Washington D.C. no Air Force One. No entanto, o caminho para um cessar-fogo está agora bloqueado pelas condições que o Kremlin apresentou depois das discussões com os EUA.
Segundo disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, citado pela agência russa TASS na já habitual conferência de imprensa, o Presidente Vladimir Putin “apoia” um cessar-fogo na Ucrânia. Porém, antes de aceitar um acordo, Putin tem de ver respondidas “várias questões” que “ainda estão no ar”.
“Estão relacionadas com o descontrolo do regime de Kiev e a incapacidade do regime de Kiev para controlar as ações de toda uma série de unidades extremistas e nacionalistas que simplesmente não o ouvem“, disse o porta-voz.
A ideia de que a Kiev está sob o controlo de grupos nacionalistas ou extremistas é defendida há muito por Moscovo e foi usada como justificação para a invasão militar que a Rússia tem levado a cabo na Ucrânia desde Fevereiro de 2022.
Na conferência de imprensa desta manhã, Peskov voltou também a negar que a Rússia estaja a atingir alvos dentro do território ucraniano que não sejam militares. “Os nossos militares atacam exclusivamente alvos militares e quase militares. Não há ataques a instalações sociais ou infraestruturas sociais”, assegurou o porta-voz do Kremlin.
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Ucrânia convoca Conselho de Segurança da ONU por ataque a Kryvyi Rih
Em Kryvyi Rih, cidade da região de Dnipropetrovsk bombardeada pela Rússia, os vinte mortos — nove deles crianças — num ataque aéreo russo a um parque infantil parecem contar outra história. Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andriy Sybiha, “a Rússia atacou parques infantis numa área residencial normal (…) com uma ogiva de fragmentação para maximizar as baixas“.
Para o ministro, o ataque, que diz ser o que matou mais crianças desde 2022, foi o suficiente para convocar de urgência as organizações internacionais.
Russia’s ballistic strike on Kryvyi Rih last week killed nine children, the largest number of Ukrainian kids killed in a single attack since 2022.
Russia targeted playgrounds in an ordinary residential area. With a cluster warhead to maximize casualties.
Ukraine has initiated…
— Andrii Sybiha ???????? (@andrii_sybiha) April 7, 2025
“A Ucrânia convocou uma cimeira urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas e uma reunião especial do Conselho Permanente da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) para levar os crimes russos para primeiro plano”, escreveu Sybiha na rede social X.
“A Rússia tem de pôr termo ao seu terror contra crianças e civis ucranianos, responder à proposta de cessar-fogo total dos EUA, que a Ucrânia aceitou, e pôr fim à guerra”, acrescentou.