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Vladimir Putin, Presidente da Rússia, declarou uma trégua de Páscoa na guerra na Ucrânia. A informação foi avançada pelo Kremlin, escreve a agência estatal russa TASS.

A decisão, que é unilateral, é “orientada por considerações humanitárias”, justifica o Presidente da Rússia. Esta pausa na ofensiva militar vai decorrer das 18 horas deste sábado, hora de Moscovo, 16 horas em Lisboa, até ao final do dia 20 de abril (meia noite em Moscovo, 22 horas em Lisboa).

Putin anuncia trégua durante a Páscoa

“Ordeno que todas as ações militares parem durante este período”, cita a TASS. No entanto, Vladimir Putin deixa o recado de que as forças russas “devem estar preparadas para possíveis violações do cessar-fogo por Kiev”.

“Devem estar preparados a repelir qualquer provocação do inimigo”, cita a agência estatal russa. Putin também desafia Kiev a “seguir o exemplo” e a aceitar a trégua.

Segundo o Kremlin, a reação de Kiev e a eficácia da trégua irá “testar a sinceridade da Ucrânia em relação às conversações de paz”.

O Presidente da Ucrânia não reagiu ainda diretamente à proposta. Numa mensagem no X, Zelensky escreveu que, às 17h15 locais foram detetados drones a sobrevoar a Ucrânia. “Os drones Shahed que estão nos céus revelam a verdadeira atitude de Putin em relação à Páscoa e em relação à vida humana”, escreveu.

O anúncio de Vladimir Putin é feito numa altura em que os EUA sinalizaram que estão prontos a terminar os esforços de mediação se um dos lados “tornar as coisas difíceis”, cita o Kyiv Independent. 

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Em 2022, no primeiro ano de guerra, António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, propôs uma trégua de 21 a 25 de abril, para coincidir com a Páscoa ortodoxa. Na altura, defendeu que a trégua permitiria abrir “uma série de corredores humanitários” e uma forma de “todos os civis abandonarem as zonas de confronto”, lembra a Sky News.

A Ucrânia aceitou a proposta, mas a Rússia recusou a trégua, alegando que “não queria dar uma pausa aos nacionalistas de Kiev”.

Vários meses depois, em janeiro de 2023, quando se assinalou o Natal ortodoxo, Moscovo propôs uma trégua, que vigoraria de 6 a 7 de janeiro de 2023. Kiev rejeitou e falou em “hipocrisia”.

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