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O aeroporto internacional de Sana, capital do Iémen, voltou a estar operacional nesta terça-feira e pronto para receber voos, depois dos fortes bombardeamentos de que foi alvo na semana passada por Israel, anunciou o diretor do aeródromo, Khaled al-Shaif.
O responsável, nomeado pelos rebeldes iemenitas Houthis, que controlam a capital desde 2014, declarou numa publicação na sua conta da rede social X que o aeroporto retomará as operações na quarta-feira, após um hiato de uma semana.
Director of Sana'a International Airport, Khaled Al-Shaif: The rehabilitation work on the airport runway has been completed, and it is now ready to receive flights starting tomorrow, Wednesday. pic.twitter.com/2sESY0E2y8
— Yemen Military ???????? (@Yemenimilitary) May 13, 2025
“As equipas técnicas e de engenharia concluíram os trabalhos de reabilitação da pista do aeroporto internacional de Sana e, graças a Deus, o aeroporto está agora pronto para receber voos”, afirmou Al-Shaif.
Os ataques aéreos israelitas causaram danos significativos nas principais salas de espera VIP do aeroporto e paralisaram todas as operações, ao mesmo tempo que destruíram seis aeronaves, incluindo três modelos Airbus europeus pertencentes à transportadora aérea de bandeira do Iémen, a Yemen Airways.
A Yemen Airways realizava apenas dois voos diários entre Sana e Amã, a capital da Jordânia, o único destino internacional direto a partir da capital iemenita controlada pelos rebeldes.
Na semana passada, os ataques de Israel ao aeroporto, a uma fábrica de cimento e a três centrais elétricas em Sana fizeram pelo menos três mortos e mais de 50 feridos.
Os bombardeamentos israelitas ocorreram em resposta ao míssil balístico lançado pelos Houthis a 04 de maio contra o aeroporto Ben Gurion, em Telavive, que causou danos menores e ferimentos em várias pessoas, e na sequência de ameaças de retaliação por parte do Governo do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.
Os Huthis integram o chamado “eixo de resistência” liderado pelo Irão contra Israel, de que fazem parte outros grupos radicais da região, como o Hezbollah libanês e os palestinianos Hamas e Jihad Islâmica.