Quatro edições, duas finais. Depois de conquistar a edição inaugural da Liga das Nações, em 2019, Portugal falhou a final four nas duas edições seguintes e só voltou à discussão este ano, após ganhar o Grupo 1 e eliminar a Dinamarca nos quartos de final. Agora, ultrapassada a Alemanha, fica à espera de França ou Espanha para tentar ser o primeiro bicampeão da história da competição.

Esta quarta-feira, em Munique, Roberto Martínez surpreendeu ao lançar João Neves como lateral-direito, deixando Vitinha no banco e apostando também em Francisco Trincão e Pedro Neto no apoio a Cristiano Ronaldo, sem o mais habitual Rafael Leão. Depois do apito final, de forma natural, Bernardo Silva foi um dos primeiros jogadores a representar a Seleção Nacional junto da comunicação social.

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“Um jogo difícil, frente a uma grande seleção a jogar em casa. Jogar a ‘final four’ em casa tem peso, já ganhámos no Porto. Sabíamos que vinham com intensidade, para entrar forte. Mas fizemos um bom jogo. Nem tudo é perfeito, porque frente a equipas destas nem sempre é fácil, mas foi uma exibição de grande caráter e estamos muito felizes por estar na final. A Alemanha é uma das melhores equipas de futebol, historicamente, com muito sucesso num passado curto. Hoje, contra uma equipa de grande qualidade a jogar em casa, conseguimos ganhar. Estamos na final”, começou por dizer o jogador do Manchester City.

Mais à frente, o internacional português foi questionado sobre o facto de João Neves ter começado o jogo como lateral-direito. “O João percebe o jogo. Pode jogar a lateral-direito, a oito, quase a avançado. Percebendo o jogo, é bom jogador em qualquer lado. Esta Seleção tem todos os jogadores nos melhores campeonatos do mundo, se o selecionador muda uma ou duas peças não se nota a diferença. A exibição do Chico, do Vitinha, do Jota para segurar a bola, o Semedo com a energia. Foi uma boa exibição e estamos muito felizes”, acrescentou Bernardo.

Já Nuno Mendes, que fez a assistência para o golo de Cristiano Ronaldo, lembrou que conquistou a Liga dos Campeões com o PSG no passado sábado precisamente em Munique, também na Allianz Arena, e brincou ao dizer que não se importava de “jogar sempre ali”. “Ficava já aqui, já conheço o país. Já estou feliz pela vitória, mas temos de manter-nos concentrados porque temos agora a final. Temos de chegar na melhor condição para ganhar. Foi um jogo complicado, frente a uma equipa com muita qualidade, que gosta de ter bola. Conseguimos gerir bem, impusemos o nosso jogo desde o golo sofrido”, começou por dizer.

“No lance do 2-1 pensei em rematar, mas como sou lateral o pensamento é sempre olhar para o lado. Vi o Cris, foi um bom momento, dei-lhe a bola e ele marcou. Facilidade em passar pelos adversários? Tenho essa noção. Naquele momento o jogador da Alemanha estava um bocadinho cansado. Hoje fiquei mais atrás, recuperei energias. No lance do golo tive mais explosão e foi um bom momento. Sinto-me bem. Faço o que posso dentro de campo, ajudo ao máximo a equipa e esse é o meu trabalho”, acrescentou o jogador do PSG.

[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 3.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui e o segundo aqui.]

Já Pedro Neto, que voltou a ser titular com Roberto Martínez e foi um dos principais inconformados na primeira parte, defendeu que Portugal fez “um jogo muito bom”. “Na primeira parte tivemos mais oportunidades, mais chances para marcar no contra-ataque. Na segunda parte fizeram um golo duvidoso, nunca vi um árbitro ir ao VAR, dar golo e dar golo outra vez. Demos a volta, o Chico, o Nélson e o Vitinha ajudaram a mudar o jogo. A equipa esteve muito bem”, disse o avançado do Chelsea.

“A motivação tem de estar sempre lá, jogamos para ganhar e acho que deu para ver hoje pela intensidade, pela confiança, pelo crer e pela qualidade. Tudo isso nos levou a esta vitória, que foi muito boa. Surpreendidos com o onze? Não ficámos, porque o mister tem vindo a mudar o onze algumas vezes. Temos todos qualidade e estamos sempre preparados. Os onze começaram bem e quem entrou também entrou bem para ajudar. É assim que tem de ser, para ajudar o grupo”, atirou.

Por fim, outro dos jogadores a surgir na zona de entrevistas rápidas foi Rúben Neves, que também foi titular. “Estádio cheio, frente à Alemanha, e fizemos um excelente jogo. Temos de focar-nos nisso porque temos muita qualidade e podemos bater-nos com qualquer seleção. Fomos claramente capazes. Portugal não ganhava à Alemanha há 25 anos e hoje conseguimos, numa meia-final. Em relação ao ruído, estamos habituados, fica fora do balneário. Focamo-nos sempre em dar o melhor pela Seleção. Felizmente conseguimos sair com a vitória”, indicou o médio do Al Hilal.

“O ruído pouco nos afeta, não deixamos que isso entre no nosso seio, não deixamos que nos afete em nada. O Chico mostrou que somos uma Seleção muito unida, não importa quem joga ou quem está no banco. Quem tem entrado tem feito a diferença. Somos um grupo bastante unido e não deixamos que o ruído nos afete. Mostrámos isso, claramente”, terminou.