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Uma mulher denunciou à KAN News um alegado plano para envenenar israelitas no Boom Festival, que decorre em Idanha-a-Nova, em Portugal. Sarah, nome fictício, denunciou à imprensa israelita que descobriu esta informação quando foi adicionada a um grupo no WhatsApp.
A entrevista dada à KAN News foi citada por outros meios de comunicação, como o Jerusalem Post. Sarah diz ter sido adicionada ao grupo devido ao trabalho artístico.
A mulher relatou que o grupo não teria conhecimento de que era judia. À KAN, mencionou mensagens trocadas online, inicialmente de forma “bastante desorganizada”. “A ideia deles era infiltrarem-se no Boom Festival, porque muitos israelitas vão lá depois de servirem nas Forças de Defesa de Israel (IDF)”, contou à imprensa. O Boom Festival realiza-se entre 17 e 24 de julho deste ano.
“O que começou como ideias tontas começou a ganhar forma de planos”, acrescentou. Leu algumas das mensagens sobre “dar-lhes estricnina”, uma droga altamente tóxica e que pode causar a morte.
O relato também incluiu a citação de mensagens sobre “defecar nas tendas de israelitas, urinar na comida, incendiar tendas ou pôr substâncias más noutras substâncias que tomem”. Sarah disse que, quando viu o plano “vil, racista e na verdade criminoso para magoar israelitas, especialmente após o 7 de outubro” ficou “assustada”. A 7 de outubro de 2023, pelo menos 260 pessoas morreram no festival Supernova, em Israel.
A mulher disse que contactou a polícia, mas disse “não ter sido levada a sério”. O Observador contactou a Polícia Judiciária sobre se tinha sido recebida alguma denúncia ou contacto sobre o tema e a mesma referiu “estar atenta” à situação. Também a PSP, a GNR e a Procuradoria-Geral da República (PGR) foram contactadas pelo Observador para perceber se foi recebido algum contacto, ainda sem resposta.
[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 4.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui, o segundo aqui e o terceiro aqui]
Sarah referiu ainda à imprensa israelita que contactou a organização do festival, “mas que nada foi feito”. Ao Observador, a organização do evento revelou que “as declarações tornadas públicas na terça-feira pelos media já tinham sido reportadas pelo Boom às autoridades nacionais em setembro de 2024”, ou seja, “logo que tomaram conhecimento” das mesmas. No mesmo comunicado, recordam que “a segurança é absolutamente central num acontecimento cultural com a dimensão” deste festival e que “todos os aspectos são geridos com as autoridades regionais e nacionais”, existindo “contatos diretos e permanentes”. “Os bilhetes são unipessoais, só podem ser trocados oficialmente ou perdem a validade; todas as identidades são fiscalizadas à entrada da herdade”, explica ainda a organização.
A 15.ª edição do Boom Festival realiza-se de 17 a 24 de julho na Herdade da Granja, nas margens da Barragem Marechal Carmona, em Idanha-a-Nova. São esperados mais de 40 mil visitantes, de diversas nacionalidades: os bilhetes para a edição de 2025 esgotaram em outubro.
Esta edição tem como tema “O Ritual da Dança”, com um programa composto por palestras, oficinas, instalações artísticas, cinema de animação e áreas de meditação. Estão previstas dezenas de atuações em formato de concerto e DJ set: alguns dos artistas anunciados são João Gomes, Bateu Matou ou a dupla Miramar, composta por Frankie Chavez e Peixe.
(Notícia atualizada às 21h45 com a reação do Boom Festival)