Milhões de galáxias, estrelas da Via Láctea e milhares de asteroides. É isto que se vê nas primeiras imagens divulgadas pelo Observatório Vera C. Rubin esta segunda-feira. O telescópio usado pelo observatório norte-americano está situado no sopé dos Andes, no Chile, e irá permitir cumprir a missão definida para os próximos dez anos: registar e captar o maior número de objetos celestes possíveis.
Foram necessárias mais de 10 horas de observação do céu e um telescópio de 8,4 metros e com mais de 3.000 megapíxeis para poder chegar ao resultado apresentado esta semana, explica o observatório no seu site. No local onde existe o telescópio responsável por estas capturas, “o ar é seco e o céu é escuro”, tornando-se assim um dos “melhores locais de observação do mundo”, explica o observatório.
“O Observatório Rubin vai captar mais informação sobre o nosso Universo do que todos os telescópios óticos ao longo da história juntos”, garantiu Brian Stone em representação da Fundação Nacional para a Ciência dos EUA (NSF, na sigla inglesa), que está a colaborar com o Observatório Rubin. Brian Stone acrescentou ainda que o objetivo é “explorar muitos mistérios cósmicos, incluindo a matéria e a energia escuras que permeiam o Universo”.
Todas as noites, este observatório norte-americano irá captar cerca de 1.000 imagens do céu do Hemisfério Sul, uma área que ficará totalmente coberta a nível fotográfico em cerca de quatro noites. Prevê-se que sejam captados asteroides, cometas e outros objetos celestes, sendo que cientistas ouvidos pela Sky News acreditam que, nos próximos meses, seja possível descobrir ainda se existe um novo planeta no Sistema Solar, o 9.º.
[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 5.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui e o quarto aqui]
Nas imagens divulgadas este segunda-feira, por exemplo, é possível ver “um mosaico das nebulosas Trifid e Lagoon, uma região de formação de estrelas que fica a 9.000 anos-luz da Terra”. E, noutra imagem, “milhares de galáxias no Aglomerado de Virgem, o que, segundo os cientistas, permite fazer uma ‘espreitadela ao cosmos’.”
No longo projeto que agora se inicia, além de especialistas americanos estarão também envolvidos cientistas britânicos, que, em parceria, ajudarão a processar toda a informação recolhida e as imagens captadas, até porque, segundo detalha o Observatório Rubin, na próxima década serão gerados aproximadamente 20 terabytes de informação por noite.
“O conjunto final de dados conterá milhares de milhões de objetos [celestes]. Com a publicação regular de dados, os cientistas poderão efetuar as suas próprias investigações aos dados recolhidos à distância, permitindo acelerar inúmeras descobertas sobre o Universo”, lê-se ainda no site deste observatório.