Acompanhe aqui o liveblog sobre a guerra no Médio Oriente

Quando os mísseis iranianos atingiram a base aérea dos EUA, Al Udeid, no Qatar, Beatriz Gonzaga estava a poucos metros do acontecimento. É hospedeira da Qatar Airways e estava a fazer uma formação quando, de repente, começaram a ouvir-se explosões. “Sabíamos que estava a acontecer alguma tensão, mas não estávamos à espera que interferisse com o Qatar, nem que a base fosse atingida”, conta à Rádio Observador.

“Estava num edifício da Qatar Airways, porque neste momento estou a fazer uma formação para dois aviões novos”, começou por contar a portuguesa no programa Resposta Pronta, detalhando que o local onde se encontrava “não é muito longe do aeroporto [de Doha] e também não é muito longe da base americana”.

“Havia informações de que podíamos ser atacados e as coisas aconteceram todas de forma muito rápida. Primeiro mandaram evacuar os militares da base americana. Depois entretanto disseram-nos que iam fechar o espaço aéreo aqui do Qatar, portanto nenhum avião aterrava e nenhum avião levantava voo”, lembra. Esta decisão tornou-se pública por volta das 16h30 desta segunda-feira, com o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar a escrever na rede social X que tinha sido anunciada “a suspensão temporária do tráfego aéreo no espaço aéreo do país, a fim de garantir a segurança dos cidadãos, residentes e visitantes”.

“Cerca de uma hora depois, quando estávamos dentro da sala de aula, ouvimos mísseis a explodir”, conta a portuguesa. No total, terão sido disparados pelo menos 14 mísseis contra aquela que é a maior base norte-americana no Médio Oriente. Segundo a Al Jazeera, o local tem 24 hectares e capacidade para 10 mil soldados, sendo que não se sabe quantos elementos estavam no local no momento do ataque.

Perante o ataque iraniano, “fomos avisados para não sairmos do sítio onde estávamos”. “Conforme as coisas foram acalmando, os que puderam ir para casa foram, fomos avisados para ficarmos resguardados”, diz, relatando que foi a pé até casa porque “tudo o que era táxis e TVDE estavam muito escassos, porque estava tudo a tentar ir para casa”.

A portuguesa continua agora em Doha, à “espera” de saber mais informação e detalha que se tem “informado através das redes sociais, por vários grupos no WhatsApp e no Facebook”.

[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 6.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui, o quarto aqui e o quinto aqui]