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Morreu a jovem brasileira que caiu em vulcão na Indonésia, confirmou a família

Este artigo tem mais de 1 ano

Juliana Marins estava desde a noite de sexta-feira caída numa escarpa de um vulcão na Indonésia. Pai da turista ficou retido em Lisboa devido a guerra no Médio Oriente.

Juliana caiu numa escarpa de um vulcão na Indonésia na sexta-feira
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▲Juliana caiu numa escarpa de um vulcão na Indonésia na sexta-feira

Instagram Resgate Juliana Marins

▲Juliana caiu numa escarpa de um vulcão na Indonésia na sexta-feira

Instagram Resgate Juliana Marins

Juliana Marins, turista brasileira de 26 anos que caiu num vulcão na Indonésia, morreu depois de passar quatro dias numa encosta íngreme onde escorregou na sexta-feira.

“Hoje, a equipa de resgate conseguiu chegar até o local onde Juliana Marins estava. Com imensa tristeza, informamos que ela não resistiu“, afirmou a família num comunicado publicado no Instagram.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, numa nota publicada no site do Governo, confirmou “com profundo pesar, a morte da turista brasileira”.

“Ao final de quatro dias de trabalho, dificultado pelas condições meteorológicas, de solo e de visibilidade adversas na região, equipes da Agência de Busca e Salvamento da Indonésia encontraram o corpo da turista brasileira“, lê-se na nota à imprensa.

“O governo brasileiro transmite suas condolências aos familiares e amigos da turista brasileira pela imensa perda nesse trágico acidente”, acrescentou o ministério no comunicado.

As autoridades indonésias tinham lançado uma operação de resgate no sábado, que teve de ser suspensa horas depois devido à neblina.

▲ As equipas de resgate tentaram várias vezes chegar à jovem na encosta

EPA

As buscas tinham sido retomadas pelas 6h locais (por volta das 23h de segunda-feira em Lisboa) e estava a ser testada a hipótese de usar um helicóptero para o resgate.

Já esta manhã, a família de Juliana Marins tinha confirmado que a equipa de resgate já tinha descido cerca de 400 metros, mas que faltavam ainda 250 metros para alcançar a jovem, que estava “bem mais longe do que estimaram ontem”.

Jovem brasileira caiu na sexta-feira em vulcão na Indonésia e ainda não foi resgatada

A jovem brasileira, em viagem pela Ásia, tinha-se juntado a um grupo de turistas de várias nacionalidades para subir o monte Rinjani, o segundo maior vulcão do país. Juliana ter-se-á sentido cansada durante a subida e, por recomendação do guia, ficou a descansar. O guia, contudo, seguiu em frente com o resto do grupo, não esperando pela jovem brasileira. Alguns minutos depois, o grupo deu-se conta da falta de Juliana — percebendo que a jovem tinha caído numa escarpa.

Um vídeo captado poucas horas depois da queda com um drone de um outro grupo de turistas no local permitiu ver a jovem caída na escarpa, a mexer-se lentamente, a cerca de 300 metros de profundidade. A família acusa o guia de ter abandonado a jovem brasileira, enquanto o guia se defende, dizendo que combinou com Juliana que a esperaria poucos metros à frente.

Pai retido em Lisboa devido a guerra no Médio Oriente

O pai da turista brasileira, Manoel Marins Filho, tentou viajar para a Indonésia para acompanhar o resgate da filha — mas ficou retido em Lisboa depois de a escalada do conflito entre Israel, os EUA e o Irão ter obrigado ao encerramento do espaço aéreo do Qatar.

“Estamos aqui no aeroporto de Lisboa e infelizmente soubemos que o espaço aéreo do Qatar e Doha foi fechado”, disse o homem num vídeo publicado nas redes sociais. “Nosso voo obrigatoriamente passa por Doha. Não sei se será possível viajar ainda hoje para lá.”

[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 6.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui, o quarto aqui e o quinto aqui]

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