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Número de mortos sobe para 57.012 em Gaza desde o início da guerra

Este artigo tem mais de 1 ano

Só nas últimas 24 horas, ataques israelitas causaram a morte de 142 pessoas e feriram cerca de 500 outras. Autoridades palestinianas estimam que milhares de pessoas continuem presas sob os escombros.

epa12162066 Palestinians search for bodies and survivors among the rubble of a destroyed house following an Israeli airstrike on Al Sabra neighborhood in Gaza City, 07 June 2025. According to the Palestinian Civil Defense in Gaza, at least 15 people were killed and several others were injured after the strike. More than 54,600 Palestinians have been killed in the Gaza Strip, according to the Palestinian Ministry of Health, since Israel launched a military campaign in the strip in response to a cross-border attack led by the Palestinian militant group Hamas on 07 October 2023, in which about 1,200 Israelis were killed and more than 250 taken hostage.  EPA/MOHAMMED SABER
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Facto de muitos corpos permanecerem em zonas de combate dificultam a recuperação dos cadáveres pelas equipas de salvamento

MOHAMMED SABER/EPA

Facto de muitos corpos permanecerem em zonas de combate dificultam a recuperação dos cadáveres pelas equipas de salvamento

MOHAMMED SABER/EPA

O número de mortos na Faixa de Gaza desde o início dos ataques israelitas, há mais de 20 meses, ultrapassou os 57.000, de acordo com a última contagem do Ministério da Saúde, controlado pelo Hamas.

Só nas últimas 24 horas, ataques israelitas causaram a morte de 142 pessoas e feriram cerca de 500 outras. Além destes ataques, outros 223 corpos foram identificados e incluídos no número de mortos depois de terem sido libertados pelo comité judicial encarregado de gerir as pessoas desaparecidas na Faixa de Gaza. O número total de vítimas mortais ascende agora a 57.012, de acordo com as autoridades do enclave.

As autoridades palestinianas estimam que milhares de pessoas continuam presas sob os escombros devido aos incessantes bombardeamentos israelitas e, neste contexto, a falta de maquinaria pesada e o facto de muitos corpos permanecerem em zonas de combate dificultam a recuperação dos cadáveres pelas equipas de salvamento.

Muitas pessoas têm sido mortas em pontos de ajuda humanitária, com as Nações Unidas a condenar veementemente a Fundação Humanitária de Gaza, uma organização que funciona à margem da ONU. A Fundação Humanitária de Gaza foi criada pelos Estados Unidos e autorizada por Israel para a distribuição de ajuda alimentar no enclave e, de acordo com a ONU, até 30 de junho pelo menos 580 palestinianos foram mortos a tentar chegar aos pontos de distribuição ou à espera de outros contingentes de ajuda.

Na segunda-feira, um homem de 29 anos morreu por desnutrição, elevando para 67 o número de mortos pela falta de alimentos causada pelo bloqueio israelita à ajuda humanitária. “Não são apenas as crianças que são vítimas da fome, todos os grupos vulneráveis que necessitam de cuidados médicos e nutrição adequada estão em risco de morte sob o atual cerco”, escreveu na sua página da rede social Facebook o diretor da Saúde de Gaza, Munir al Bursh, sobre o caso.

Desde o início deste ano, uma média de 112 crianças de Gaza foram internadas em hospitais do enclave palestiniano para receber tratamento por desnutrição aguda, alertou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). No total, só este ano, 18.809 crianças com menos de 5 anos foram internadas para receber tratamento, 2.500 delas em casos graves.

A ofensiva israelita foi desencadeada pelo ataque sem precedentes do grupo islamita Hamas a Israel, em 7 de outubro de 2023, que causou cerca de 1.200 mortos e fez perto de 250 reféns.

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