Foi a principal novela deste defeso em território nacional. Por tudo aquilo que fez nas duas últimas temporadas, Viktor Gyökeres terminou a última época como um dos jogadores a ter em conta para reforçar uma grande equipa europeia. Assim foi. No culminar de uma novela que durou quase dois meses e contou com diversos braços de ferro a envolver o Sporting, o sueco e o seu empresário, o avançado aterrou em Londres para reforçar o Arsenal, a troco de 65,8 milhões, num negócio que pode ainda chegar a um máximo de 76 milhões para o Sporting (e quase 100 milhões aos londrinos, de acordo com o The Athletic).

Agora, é oficial: Gyökeres torna-se a maior venda de sempre, Luis Suárez será o sucessor (podendo tornar-se também o mais caro do clube)

E não é apenas dentro das quatro linhas que se vê o impacto de Gyökeres. Desde que foi oficializado no Arsenal – até antes disso –, os adeptos londrinos aumentaram a esperança na sua equipa, mais ainda depois de o sueco ter herdado a camisola 14, de Thierry Henry, que levou os adeptos a esgotarem o stock, batendo o recorde de vendas e deixando a loja online do clube indisponível durante algumas horas. Dentro do balneário, o impacto também é evidente, ou não estivéssemos a falar de um jogador que apontou 52 golos em 54 jogos na época passada. Um dos primeiros dos novos companheiros de equipa do sueco a falar sobre a sua chegada foi William Saliba, que recordou que é difícil enfrentá-lo em campo.

“Sabemos o quão bom é e o quão assustador é jogar contra ele. Quando enfrentas um avançado que marca golos, tens que estar concentrado. Mas agora está na nossa equipa e marcará para nós, o que é bom. Claro que estou muito feliz por tê-lo no meu clube e tenho a certeza que nos vai ajudar a ganhar jogos e troféus”, partilhou o central, que considera que Gyökeres vai ter sucesso na Premier League, alertando que será difícil de parar para os defesas adversários. De relembrar que, na época passada, os leões enfrentaram os gunners na fase de liga da Liga dos Campeões, em Alvalade (5-1), numa partida em que o francês e o sueco foram titulares e atuaram durante os 90 minutos já sem Ruben Amorim no comando técnico dos leões.

Depois da estadia em Singapura, o Arsenal encontra-se agora em Hong Kong onde, na quinta-feira (12h30 em Portugal), vai defrontar o rival Tottenham. Essa poderá ser mesmo a primeira partida de Gyökeres, que não joga desde 25 de maio, na final da Taça de Portugal frente ao Benfica (3-1, a.p.). O sueco é a segunda transferência mais cara dos ingleses neste mercado de verão, “perdendo” apenas para Martín Zubimendi, que saiu da Real Sociedad a troco de 70 milhões de euros. Segue-se Noni Madueke, que foi contratado por 56 milhões ao Chelsea. As transferências avultadas têm sido recorrentes, com Arteta a querer transformar o plantel e reforçar posições mais frágeis. O objetivo é recolocar o Arsenal na rota dos troféus.

[Horas depois do crime, a polícia vai encontrar o assassino de Issam Sartawi, o dirigente palestiniano morto no átrio de um hotel de Albufeira. Mas, também vai descobrir que ele não é quem diz ser. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto uma embaixada em Lisboa e esta execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. É narrada pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Ouça o segundo episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E ouça o primeiro aqui]