Um juiz federal negou, esta segunda-feira, o pedido do Departamento de Justiça norte-americano para tornar públicas as audições do grande júri no âmbito do caso criminal de Ghislaine Maxwell, companheira e cúmplice de Jeffrey Epstein, relata a NBC News.
Paul A. Engelmayer, juiz indicado por Barack Obama, garantiu, na decisão final, que os materiais do grande júri não identificam ninguém a ter contacto sexual com menores para além de Epstein e Maxwell. Além disso, o juiz argumentou que um dos fatores para a rejeição da divulgação das transcrições é a “regra do sigilo“, uma vez que as provas apresentadas pelo governo continham fotografias, lista de moradas e o depoimento de mulheres que foram abusadas sexualmente quando eram menores.
“Toda a sua premissa — de que os materiais do grande júri de Maxwell revelariam novas informações significativas sobre os crimes de Epstein e Maxwell ou sobre a investigação do governo sobre os mesmos — é manifestamente falsa“, escreveu Engelmayer, numa altura em que a administração de Donald Trump é cada vez mais pressionada para divulgar informação sobre o caso.
Para o juiz federal, os materiais da audição “não discutem nem identificam nenhum cliente de Epstein ou Maxwell. Não revelam quaisquer meios ou métodos até então desconhecidos dos crimes. Não revelam novas fontes e não exploram as circunstâncias da morte de Epstein”.
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Na última semana, fontes da Casa Branca adiantaram à CNN que o governo estava a considerar tornar pública a transcrição da audição do Departamento de Justiça a Ghislaine Maxwell. Um dos funcionários disse que algumas partes da gravação (que poderiam revelar detalhes como os nomes de vítimas) ainda tinham de ser cortadas, mas confirmou que o áudio estava a ser transcrito e digitalizado.
Ghislaine Maxwell é acusada de ser o “cérebro” da operação de Jeffrey Epstein. Foi condenada a 20 anos de prisão em 2022 por tráfico sexual de menores, tendo continuado a recorrer aos tribunais desde então. Atualmente está na prisão de Bryanb, no Texas.