A causa da morte de uma jovem palestiniana em Itália, vinda de Gaza, não terá sido subnutrição, conforme noticiado inicialmente pela BBC, mas uma leucemia. A associação à grave crise humanitária vivida no Médio Oriente — onde, segundo a ONU, Israel usa a fome como arma de guerra — foi imediata. Por isso, as autoridades israelitas esclareceram a notícia da emissora pública britânica, que se viu obrigada a corrigir a informação inicial.
O título “Mulher de Gaza subnutrida levada para Itália morre no hospital” referia a notícia que anunciava a morte de Marah Salah Mahmoud Zohry, de 2o anos. Segundo o Telegraph, a notícia entretanto corrigida, não fazia qualquer menção à doença da mulher.
Só depois da partilha da notícia é que as autoridades israelitas vieram esclarecer que a vítima tinha leucemia, o que gerou um coro de críticas à atuação da BBC relativamente ao conflito entre Israel e Hamas.
“Inicialmente, não sabíamos que Marah estava a ser tratada por uma leucemia”, esclareceu a BBC através de um comunicado citado pelo Telegraph. “Seguindo a prática editorial habitual, atualizámos a notícia com novos dados revelados pelas autoridades israelitas e com a descrição do hospital de ‘um quadro clínico muito complexo’. Alteramos o título e a publicação no X e adicionámos uma nota explicativa”.
“O título do artigo referia que Marah Abu Zuhri tinha morrido de subnutrição. O título foi alterado para remover a referência à subnutrição como causa da morte”, lê-se na nota acrescentada ao texto ainda disponível.
Os Estados Unidos da América, pela voz de Mike Huckabee, embaixador norte-americano em Israel, lideraram as críticas e exigiram um pedido de desculpas à BBC.
No Reino Unido, figuras ouvidas pelo Telegraph (incluindo o ministro sombra da Cultura), pediram a demissão dos diretores de informação da emissora pública e recordaram polémicas recentes: nomeadamente a emissão de um documentário sobre o conflito narrado pelo filho de um ministro do Hamas e, mais recentemente, a transmissão de cânticos a pedir a morte das Forças de Defesa Israelitas em pleno festival de Glastonbury.
[Governo decide que é preciso invadir a embaixada para pôr fim ao sequestro. É chamada uma nova força de elite: o Grupo de Operações Especiais. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto uma embaixada em Lisboa e esta execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. Ouça no site do Observador o quinto episódiodeste podcastplus narrado pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Também o pode escutar na Apple Podcasts, no Spotify e no YoutubeMusic. E ouça o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui e o quarto aqui]