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O movimento islamita palestiniano Hamas acusou esta segunda-feira Israel de atacar deliberadamente médicos e jornalistas ao bombardear um hospital e denunciou um novo crime de guerra que se soma a “uma história sangrenta de massacres”.

O Hamas afirmou que estes ataques demonstram “o desprezo” do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e do “governo terrorista” que lidera pelo Direito internacional, disse num comunicado citado pela agência de notícias Europa Press.

Com este “novo massacre”, as forças israelitas pretendem intimidar os jornalistas para que não relatem a “limpeza étnica” e a crise humanitária em que o enclave palestiniano está mergulhado, acrescentou o Hamas, no poder na Faixa de Gaza desde 2007.

No comunicado, divulgado pelo portal Filastin, o grupo acusou Netanyahu de aplicar “uma política de fome sistemática” na Faixa de Gaza.

Na sexta-feira, a ONU declarou a fome na província de Gaza, a primeira vez no Médio Oriente, e alertou que a situação deverá alargar-se às províncias de Deir el-Balah (centro) e Khan Yunis (sul) até ao final de setembro.

[Governo decide que é preciso invadir a embaixada para pôr fim ao sequestro. É chamada uma nova força de elite: o Grupo de Operações Especiais. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto uma embaixada em Lisboa e esta execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. Ouça no site do Observador o quinto episódiodeste podcastplus narrado pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Também o pode escutar na Apple Podcasts, no Spotify e no YoutubeMusic. E ouça o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui e o quarto aqui]

A situação de fome em Gaza e nas cidades vizinhas afeta mais de meio milhão de pessoas, de acordo com a ONU.

O Hamas instou a comunidade internacional a tomar medidas “medidas imediatas” para parar o “genocídio sistemático” e garantir uma “ajuda urgente” à população de Gaza.

O movimento islamita, considerado terrorista pelos Estados Unidos, UE e vários outros países, apelou à responsabilidade específica dos líderes dos países árabes e muçulmanos.

Pelo menos 20 pessoas, incluindo cinco jornalistas, morreram em dois ataques israelitas contra o hospital Nasser, no sul da Faixa de Gaza, indicou a organização Defesa Civil palestiniana.