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Ucrânia angariou mais de dois mil milhões de dólares para comprar armas

Este artigo tem mais de 1 ano

Presidente ucraniano anunciou que dinheiro será utilizado para comprar sistemas de armas aos EUA, já que Donald Trump deixou de enviar armas para a Ucrânia gratuitamente, como fazia Joe Biden.

epa12333809 Ukrainian President Volodymyr Zelensky reacts before a press conference in Kyiv, Ukraine, 29 August 2025, amid the ongoing Russian invasion.  EPA/STRINGER
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O chefe de Estado explicou que os atuais financiadores da iniciativa são os Países Baixos, a Noruega, a Suécia, a Dinamarca, a Bélgica e a Letónia, assim como o Canadá

STRINGER/EPA

O chefe de Estado explicou que os atuais financiadores da iniciativa são os Países Baixos, a Noruega, a Suécia, a Dinamarca, a Bélgica e a Letónia, assim como o Canadá

STRINGER/EPA

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O Presidente da Ucrânia anunciou que conseguiu mobilizar mais de dois mil milhões de dólares (1,7 mil milhões de euros) de vários países europeus para comprar armas aos EUA e fortalecer o exército ucraniano.

“O nosso objetivo é [angariar] nada menos de mil milhões de dólares [854 milhões de euros] para o programa a cada mês”, disse Volodymyr Zelensky, no habitual discurso à nação, na noite de domingo.

O chefe de Estado explicou que os atuais financiadores da iniciativa são os Países Baixos, a Noruega, a Suécia, a Dinamarca, a Bélgica e a Letónia, assim como o Canadá.

Zelensky acrescentou que o dinheiro será utilizado para comprar sistemas de armas aos EUA, como lançadores de mísseis antiaéreos Patriot e lançadores de mísseis HIMARS, além de outras tecnologias militares.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, deixou de enviar armas para a Ucrânia gratuitamente, como fazia o seu antecessor, Joe Biden.

Em vez disso, aprovou uma fórmula que permite a Kiev receber novos equipamentos militares pelos quais outros países europeus pagam.

A administração de Trump está a apelar à Europa para que assuma um papel mais importante nos esforços para apoiar a Ucrânia e conter a agressão militar russa.

Também no domingo, Volodymyr Zelensky anunciou “novos ataques profundos” para contrariar as ofensivas das forças russas.

“Continuaremos com as nossas operações, tal como são necessárias para a defesa da Ucrânia. As forças armadas estão preparadas. Também estão previstos novos ataques profundos”, disse Zelensky na rede social X, após um encontro com o general Oleksandr Sirki.

A Ucrânia intensificou os ataques contra a infraestrutura energética russa, sublinhou o Presidente ucraniano.

Segundo Zelensky, as unidades ucranianas continuam “a cumprir as tarefas atribuídas na região de Donetsk e a destruir metodicamente o ocupante [forças russas]”.

“Em toda a frente, só nos primeiros oito meses deste ano, os russos perderam mais de 290 mil soldados, entre mortos e feridos graves. A maioria destas perdas ocorreu precisamente na região de Donetsk, sem que nenhum dos seus objetivos estratégicos fosse alcançado. Em certos setores da frente, as nossas medidas de estabilização estão em curso”, acrescentou.

No sábado, Zelensky alertou que a Rússia pode estar a preparar uma nova ofensiva em grande escala em Pokrovsk, na região de Donetsk.

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