A empresa de videojogos Electronic Arts (EA) vai ser comprada por 55 mil milhões de dólares por um consórcio de investidores, anunciou a empresa esta segunda-feira. A responsável por franquias de jogos como “The Sims”, “EA Sports FC 25” ou “Battlefield” detalha que chegou a um “acordo definitivo” para ser adquirida por um consórcio composto pelo Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF), pela empresa Affinity Partners, de Jared Kushner, genro de Donald Trump, e pela capital de risco Silver Lake.
O comunicado da EA oficializa a notícia avançada pelo Wall Street Journal na semana passada. A transação implica a saída de bolsa da EA, que vai ser adquirida na totalidade pelo consórcio. O PIF vai aumentar a participação na empresa, visto que até agora controlava 9,9% da EA.
Esta promete ser a maior operação de retirada de bolsa da história, diz a EA. Até aqui, o negócio deste género com o valor mais alto foi a compra da companhia de utilities texana TXU por 32 mil milhões de dólares, também por empresas de capital de risco.
A operação vai ser sustentada através de combinação de 36 mil milhões de dólares em cash das três entidades do consórcio e por 20 mil milhões de dólares de financiamento de dívida através do JPMorgan.
Após a conclusão do negócio, cada acionista receberá 210 dólares por ação, uma valorização de 25% em relação ao preço dos títulos a 25 de setembro. A EA continuará a ter sede em Redwood City, na Califórnia, e irá manter Andrew Wilson como CEO. Wilson está neste cargo desde 2013.
A EA diz que o negócio permitirá “acelerar a visão estratégia da EA para o futuro do entretenimento”, tal como explorar “novas oportunidades num palco global”.
A transação dita o fim de um percurso de 35 anos da EA enquanto empresa cotada em bolsa. A empresa estreou-se no índice tecnológico Nasdaq em março de 1990, com cada ação a valer 52 cêntimos.
Os últimos anos têm sido atribulados para o setor dos videojogos, com vendas a recuar após o boom de interesse da pandemia e confinamentos. Em 2023, a gigante Activision Blizzard foi adquirida pela Microsoft, por 68,7 mil milhões de dólares, após intenso escrutínio por questões de concorrência.
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