O cabeça de lista do Chega à Câmara de Aveiro, Diogo Machado, acusou esta terça-feira a autarquia liderada pelo PSD/CDS-PP/PPM de estrangular financeiramente as duas corporações de bombeiros do concelho para as forçar a uma fusão.

“Não há nenhuma associação ou instituição que tenha sido tão mal tratada como as duas corporações do concelho e isto tem de ser revertido”, disse Diogo Machado.

O candidato falava à Lusa após uma reunião de trabalho que decorreu esta terça-feira ao final da tarde com a direção da Associação Humanitária de Bombeiros Guilherme Gomes Fernandes — Bombeiros Novos de Aveiro.

Diogo Machado referiu que os protocolos de colaboração entre a Câmara e os Bombeiros Velhos e Novos “foram alvo de reduções ao longo dos anos”, afirmando que ambas as corporações “passam por dificuldades sérias”.

O candidato fala num “estrangulamento financeiro intencional” por parte da Câmara Municipal, tendo em vista “forçar as duas corporações a uma fusão”.

“Nós não temos essa maneira de ver as coisas”, diz o candidato que defende, na medida do possível, e com a ajuda do Governo, que ambas as corporações “possam evoluir e crescer para novos quartéis”, adiantando que a melhoria das instalações poderá ajudar a inverter a tendência de decréscimo do voluntariado.

Diogo Machado defende ainda a revisão, já no início do próximo ano, dos protocolos de colaboração entre a Câmara e as duas corporações de bombeiros e o aumento do valor protocolado para 350 mil euros, para cada uma delas.

O candidato promete ainda fazer entrar em vigor, até final do primeiro semestre de 2026, o regulamento dos apoios sociais ao Bombeiro de Aveiro, que prevê uma bonificação de 50% no Imposto Municipal sobre Imóveis relativo a habitação própria e permanente no concelho, e a isenção de taxas e licenças na construção de habitação própria e permanente no município.

Outros dos apoios são o pagamento de 500 euros para filhos ou enteados dos profissionais que se matriculem no Ensino Superior, um subsídio de assiduidade ao bombeiro em prontidão permanente, no valor mensal de 60 euros, e um subsídio à frequência de creche, no valor de 30 euros mensais.

O Chega não tem representação na câmara e tem apenas um eleito na Assembleia Municipal.

Além de Diogo Machado, são candidatos à Câmara de Aveiro Luís Souto (PSD/CDS-PP/PPM), Alberto Souto (PS), João Moniz (BE), Isabel Tavares (CDU – PCP/PEV), Miguel Gomes (IL), Ana Rita Moreira (PAN), Bruno Fonseca (Livre) e Paulo Alves (Nós, Cidadãos!).

Atualmente, o executivo, presidido pelo social-democrata Ribau Esteves, que cumpriu três mandatos e não se pode recandidatar, tem seis eleitos da coligação PSD/CDS-PP/PPM, e três eleitos da coligação PS/PAN, sendo dois do PS e um independente (ex-PS).