Quatro pessoas foram encontradas mortas nos escombros do prédio que desabou na tarde desta terça-feira em Madrid. Segundo o mais recente balanço das autoridades espanholas, outras três ficaram com ferimentos — uma delas em estado grave.
Os bombeiros terminaram esta madrugada, por volta das 2h00 locais (1h00 em Lisboa) os trabalhos de resgate no edifício que desabou, situado na Rua Hileras, na zona de Ópera, depois de retirarem os corpos das quatro pessoas que ainda estavam desaparecidas. Segundo noticiado pela agência de notícias Efe, citada pela Lusa, fontes da Emergencias Madrid explicaram que apenas uma equipa de bombeiros permanece no local esta quarta-feira.
Dos três feridos, há uma em situação crítica, que foi levada para o hospital após o resgate, enquanto as outras duas são feridos considerados ligeiros.
Os corpos retirados dos escombros serão de três homens, trabalhadores das obras que estavam a acontecer no prédio e oriundos do Mali, da Guiné e do Equador. Inicialmente, o El País, citando trabalhadores, tinha indicado que a quarta pessoa desaparecida — e cujo corpo foi entretanto recuperado — seria a arquiteta da obra, mas, mais tarde, os bombeiros de Madrid revelaram que a mulher presa debaixo dos escombros do edifício seria uma administrativa.
Logo na terça-feira, numa reação após terem sido retirados os dois primeiros corpos, o presidente da Câmara de Madrid, José Luis Martínez-Almeida, disse não ser possível ainda avançar com a identificação.
“O prédio inteiro [de seis andares] desabou e não conseguimos passar. Está cheio de ambulâncias e polícias, e não nos deixam entrar”, disse uma testemunha, citada pelo El País. Segundo a mesma testemunha, o prédio estava abandonado há muito tempo e a ser alvo de uma remodelação. “Instalaram um guindaste enorme”, referiu, sublinhando que o edifício iria dar lugar a um hotel.
No terreno, Martínez Almeida confirmou que a licença de construção do terreno tinha sido emitida em fevereiro de 2025, sublinhando que “os documentos estavam em ordem do ponto de vista urbanístico”.
A polícia de Madrid utilizou drones no local do desabamento do prédio, referiu o Departamento de Emergência do governo regional de Madrid, na rede social X. A unidade cinotécnica daquela polícia também esteve no terreno para tentar encontrar os desaparecidos.
Varias dotaciones de @BomberosMad trabajando en C/Hileras tras derrumbe de varios forjados en un edificio en obras.
Desplegado un dispositivo de @SAMUR_PC en la zona.@policiademadrid trabajan con los drones@policia colaborando pic.twitter.com/slTP129zT5
— Emergencias Madrid (@EmergenciasMad) October 7, 2025
Um funcionário de um restaurante perto do prédio também testemunhou o incidente, referindo que uma nuvem de pó invadiu a rua até à zona da Ópera e as pessoas tiveram de ser retiradas. “Por fora não se vê nada, a fachada está igual. Aconteceu tudo no interior”, afirmou ao El País, garantindo, ainda, ter sentido o chão a tremer.
A proprietária de um cabeleireiro em frente ao edifício conta ao mesmo jornal que estava a abrir a loja quando o prédio colapsou. “Foi um estrondo horrível, muito forte. Tudo se encheu de pó branco, que parecia fumo, mas não era”, disse.
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