É uma vitória esmagadora para Isaltino Morais, eleito este domingo presidente da Câmara Municipal de Oeiras por um terceiro mandato consecutivo. “Fizemos como se fosse a nossa primeira campanha eleitoral”, sublinhou o autarca num discurso na noite em que conquistou 61,94 % dos votos (nove mandatos), somando mais 42.786 que a segunda força política.

“Aguardei até ao último momento até ter os números. Queria ter a certeza, e é assim: esta é a minha 11.ª eleição”, afirmou Isaltino Morais, que se candidatou pelo movimento independente Inovar Oeiras e com o apoio do PSD. O candidato subiu 11,08% face às eleições autárquicas de 2021. Conseguiu, deste modo, manter a maioria absoluta e garantir mais um mandato do que há quatro anos.

A coligação PS-PAN, liderada pela socialista e ex-secretária de Etado Inclusão, Ana Sofia Antunes, assegurou 11,29 % dos votos e elegeu um vereador. O Chega, que se assumiu como a terceira força política, alcançou 8,48% e também um mandato.

O comunista que vota Isaltino e um chihuahua contra vícios de 40 anos. As ruas de Oeiras celebram (ou lamentam) um vencedor antecipado

“Deram-nos a maioria absoluta na câmara, deram-nos a maioria absoluta na assembleia municipal, em todas as freguesias”, destacou no discurso de vitória, sublinhando que este resultado é “uma grande responsabilidade”.

“Nós fizemos uma campanha como se fosse a nossa primeira campanha eleitoral (…) Tenho como palpite que Oeiras teve a mais baixa taxa de abstenção a nível nacional. Isto demonstra que Oeiras é uma comunidade esclarecida”, defendeu. “É uma classe média muito forte e um território, uma comunidade, onde a pobreza, a justiça social é uma prática do nosso quotidiano. Nós preocupamo-nos com os que têm dificuldades e que as pessoas tenham ascensão social”, acrescentou o autarca.

“É a 11.ª e é a maior de todas, por isso sinto-me muito feliz”, disse ainda antes de subir ao palco em declarações à CNN. “Mais votos, mais vereadores, maioria absoluta em todas as freguesias, é extraordinário”, destacou o presidente, que foi eleito para um primeiro mandato em 1985 pelo PSD.