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O exército israelita anunciou esta quinta-feira que identificou os corpos dos reféns Inbar Hayman e Mohammad al-Atrash, devolvidos a Israel na quarta-feira à noite pelo movimento islamita palestiniano Hamas.
“Após a conclusão do processo de identificação conduzido pelo Instituto Nacional de Medicina Legal […] representantes das Forças de Defesa de Israel informaram as famílias de Inbar Hayman e do sargento Mohammad al-Atrash que os seus corpos tinham sido repatriados para o enterro”, referiu um comunicado militar.
Inbar Hayman, artista de grafite de Haifa conhecida pelo pseudónimo “Pink”, tinha 27 anos quando foi assassinada no festival de música Nova. O corpo foi levado para Gaza, juntamente com o do sargento Mohammad al-Atrash, um soldado beduíno de 39 anos morto em combate a 7 de outubro de 2023.
Pai de 13 filhos, al-Atrash vivia na aldeia de Mulada, no deserto do Neguev. A família foi informada da sua morte em junho de 2024. “Em nome de todos os serviços de defesa, expresso as minhas condolências às famílias de Inbar Hayman e do sargento Mohammad al-Atrash”, escreveu o ministro da Defesa israelita, Israel Katz, na rede social X.
בשם מערכת הביטחון כולה אני שולח את תנחומיי למשפחותיהם של ענבר הימן ורס"ם מחמד אלאטרש, ששבו ארצה לקבורה על אדמת ישראל.
ענבר נחטפה ממסיבת הנובה ונרצחה על ידי מרצחי חמאס ב-7 באוקטובר, ומחמד נפל בקרב לאחר שהגן בגבורה עילאית על חיילי וחיילות האוגדה.
איברהים וסאלם, אביו ואחיו של… pic.twitter.com/YTXYPaH4fK
— ישראל כ”ץ Israel Katz (@Israel_katz) October 16, 2025
“Inbar foi raptada no Festival Nova e assassinada por homicidas do Hamas a 7 de outubro, e Mohammad caiu em combate depois de defender os soldados da divisão com supremo heroísmo”, acrescentou Katz. “O Governo israelita partilha a profunda dor das famílias Hayman e al-Atrash, bem como de todas as famílias dos reféns mortos”, afirmou o gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, em comunicado.
Horas antes, a Cruz Vermelha tinha recebido os dois corpos, entregues pelo Hamas, que adiantou que não conseguiu localizar mais nenhum. A entrega destes dois corpos junta-se aos sete corpos de reféns entregues anteriormente pelo Hamas, depois de um instituto forense israelita ter afirmado que um oitavo corpo não correspondia a nenhum dos 28 reféns mortos.
O Hamas afirmou, por sua vez, ter cumprido o seu “compromisso com o acordo” e disse que já entregou todos os “prisioneiros israelitas vivos sob a sua custódia, bem como os corpos a que teve acesso”.“Quanto aos restantes corpos, são necessários grandes esforços e equipamento especial para a sua recuperação e extração”, acrescentou o Hamas, num comunicado divulgado nos seus canais oficiais.
O Hamas “deve honrar os compromissos com os mediadores e devolver [todos os reféns mortos] como parte da implementação do acordo. Não faremos concessões”, afirmou Netanyahu.
Israel Katz declarou na noite de quarta-feira que o país retomaria os combates na Faixa de Gaza se o Hamas não respeitasse o acordo de cessar-fogo, acusando o movimento de não ter devolvido todos os corpos dos reféns. “Se o Hamas se recusar a respeitar o acordo, Israel, em coordenação com os Estados Unidos, retomará os combates e agirá para derrotar completamente” o movimento, declarou o gabinete de Katz.
O cessar-fogo previa a entrega de todos os reféns, vivos e mortos, até à data limite, que expirou na segunda-feira. Mas, segundo o acordo, se tal não acontecesse, o Hamas deveria partilhar informações sobre os reféns falecidos e tentar entregá-los o mais rapidamente possível.
Em troca dos reféns devolvidos pelo Hamas, 1.968 prisioneiros palestinianos foram também libertados na segunda-feira, incluindo muitos condenados por ataques mortais contra Israel, bem como 1.700 palestinianos presos por alegadas “razões de segurança”, desde o início da guerra, em outubro de 2023.
A guerra na Faixa de Gaza foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.