O Sporting-Marselha foi um jogo que se podia dividir em dois, pelas diferenças que aconteceram nas duas partes. No início do jogo, o Sporting até criou a primeira ocasião de perigo, num livre de Francisco Trincão, mas desapareceu ofensivamente a partir daí e sofreu até ao intervalo perante um Marselha bem organizado na pressão e capaz de trocar a bola com paciência e em todo o campo. Nessa altura, Igor Paixão já tinha colocado os franceses em vantagem e Emerson Royal tinha sido… expulso, num lance em que simulou um penálti de Maxi Araújo. A partir daí, o jogo transfigurou-se e os leões superiorizaram-se em toda a linha, chegando ao golo por Geny Catamo, num lance que, inicialmente, tinha sido anulado. Na parte final, Alisson Santos, que também tinha saltado do banco, carimbou a vitória portuguesa, não sem antes o VAR intervir pela terceira vez para reverter um vermelho mostrado a Maxi (2-1).
Com esta vitória, o Sporting continua amplamente superior nas receções a equipas francesas, levando agora nove vitórias em 13 jogos. Em sentido inverso, o Marselha somou a sétima derrota em nove visitas a Portugal. Nos últimos oito jogos, os leões consentiram apenas um desaire, sendo que marcaram pelo 12.º jogo consecutivo. A última vez que tal não aconteceu foi na Supertaça, frente ao Benfica, no primeiro jogo da nova época. Em termos individuais, Geny tornou-se no primeiro moçambicano a marcar na Liga dos Campeões, ao passo que Alisson é o terceiro melhor marcador do Brasil na competição (dois golos), atrás dos líderes Gabriel Martinelli e Igor Paixão (três cada).
“Foi um Sporting com uma atitude competitiva do início ao fim do jogo. Na segunda parte fomos com o coração, atrás do prejuízo, mas só uma grande equipa conseguiria dar a volta, mesmo com o Marselha a jogar com menos um. Não deixa de ser uma grande equipa, perigosa no ataque rápido. Estivemos sempre precavidos para isso. Mantivemos a calma. Nos últimos cinco minutos perdemos o discernimento porque queríamos ganhar o jogo à pressa. De resto, foi uma segunda parte muito boa. A primeira parte também foi boa. Sofremos um golo exatamente igual ao de Nápoles. Não pode acontecer uma perda de bola no jogo interior naquela zona. Mas soubemos reagir e só uma grande equipa conseguiria dar a volta a este jogo”, começou por dizer Rui Borges em declarações à sport tv.
????????Geny Catamo é o primeiro moçambicano a marcar na ⭐️Liga dos Campeões. pic.twitter.com/60VnMok2SU
— Playmaker (@playmaker_PT) October 22, 2025
“Foi um Sporting igual a si próprio. Sabemos que não vamos estar sempre no nosso melhor. O grupo sabe isso. A fase para mim não existe. Importa-me é perceber o nosso dia a dia. O espírito da equipa é fantástico e há uma alegria enorme na academia. Tudo aquilo que é o nosso discurso interno é a única coisa importante. Estamos bem esclarecidos com aquilo que queremos e com o que ainda podemos fazer melhor. Estamos dentro daquilo que nós queremos. Substituições? O jogo estava a pedir homens com aceleração no corredor, para tentar empurrar para perto da baliza, com cruzamentos, tabelas… São dois homens verticais, que gostam de ir no um para um. Estávamos a necessitar disso porque o Marselha estava com um bloco muito baixo. Correu bem. Tentámos meter dois homens de área, porque sabíamos que íamos encurtá-los mais, daí a entrada do Fotis [Ioannidis]. Correu bem, vai haver dias que não vai correr tão bem. Estou feliz por eles, que trabalharam imenso. O espírito desta equipa é extraordinário”, acrescentou.
“Queixamo-nos tanto do VAR e, hoje [quarta-feira], se não houvesse VAR, o jogo era totalmente diferente. Um penálti contra nós, uma expulsão que não era contra nós, um golo mal anulado… Temos de nos preocupar, cada um, com aquilo que é o seu papel, para tentarmos melhorar. Dedico a vitória aos adeptos, que foram incansáveis. Continuem a acreditar, como fizeram na época passada”, completou Borges.
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