Dick Cheney, antigo vice-presidente dos EUA (sob George W. Bush) e o rosto da guerra no Iraque, morreu com 84 anos. Cheney foi um dos vice-presidentes mais influentes da História dos EUA, ocupando o cargo nos dois mandatos de Bush – entre 2001 e 2005 e, depois, entre 2005 e 2009.
A notícia foi avançada pela CNN Internacional, que cita comunicado da família. Também um repórter da Punchbowl News, Jake Sherman, confirmou a notícia através de uma publicação na rede social X.
Durante décadas, Dick Cheney foi uma figura central do poder republicano em Washington, moldando a política externa americana após o 11 de Setembro e defendendo intervenções militares no Afeganistão e no Iraque.
Convencido de que os EUA tinham de agir com força para evitar novos ataques, Cheney tornou-se uma das figuras mais controversas da era Bush. As suas posições sobre a “guerra preventiva”, a detenção de suspeitos de terrorismo e os métodos de interrogatório — classificados como tortura pelos críticos — marcaram para sempre a sua imagem pública.
Apesar de ter deixado o poder há mais de uma década, Cheney manteve-se ativo na política. Porém, nos últimos anos, rompeu com o Partido Republicano, incapaz de aceitar o domínio de Donald Trump. Chegou a descrever o Presidente como “um cobarde” e “a maior ameaça à república” na história dos EUA.
Num gesto que simbolizou essa rutura, votou pela democrata Kamala Harris nas presidenciais de 2024 — um ato inesperado para um dos rostos do conservadorismo americano.