O Presidente da República destacou esta quarta-feira perante o seu homólogo eslovaco o contingente militar português “muito significativo” na Eslováquia e defendeu que os dois países devem reforçar as relações económicas bilaterais.

“A cooperação na defesa, política, diplomática está a ir rapidamente, e bem. É preciso que a cooperação na economia vá ao mesmo ritmo”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa no Palácio de Belém, em Lisboa, onde recebeu o Presidente da Eslováquia, Peter Pellegrini, que iniciou esta quarta-feira uma visita de Estado de dois dias a Portugal.

Sobre a cooperação no plano da defesa, dirigindo-se para o seu homólogo, o chefe de Estado português afirmou: “As vossas fronteiras são as nossas fronteiras”. “Portugal e a Eslováquia vão continuar a trabalhar no plano militar, no plano político-diplomático, mas também noutros planos, mais do que no passado, em conjunto, para reforçar a aliança comum”, acrescentou.

Marcelo Rebelo de Sousa referiu que na reunião desta quarta-feira os dois falaram da “procura de uma paz justa e duradoura na Ucrânia”, e também da União Europeia “e da problemática do alargamento”, entre outros temas europeus e internacionais, e das relações bilaterais.

Quanto às relações bilaterais, considerou que a cooperação “é cada vez mais dinâmica”, mas que “é preciso ir mais longe” no plano da economia e das finanças. “Por isso, foi com alegria que vimos na delegação presidencial vir um responsável num domínio que é social mas tem relevância económica, a saúde, e o governador do Banco Nacional da Eslováquia”, realçou.

O Presidente da República qualificou esta visita como “um momento muito significativo para as relações entre Portugal e a Eslováquia”,  que acontece “20 anos depois” da última visita de um chefe de Estado eslovaco a Portugal, “uma eternidade”, comentou.

Marcelo Rebelo de Sousa lembrou a sua ida à Eslováquia há menos de um ano, em dezembro de 2024, em visita à força nacional destacada em missão da NATO na base militar de Lest, ocasião em que foi recebido pelo seu homólogo eslovaco, Peter Pellegrini, em Bratislava.

“À solicitação eslovaca, nós respondemos imediatamente de modo afirmativo, apesar dos compromissos existentes na NATO, na União Europeia e nas Nações Unidas, e que são muito volumosos sobretudo no continente africano”, salientou.

O chefe de Estado português destacou “esta projeção de um contingente muito significativo para a Eslováquia, que depois foi aumentando” e apontou-a como “um sinal de uma escolha política”.

“Não é uma escolha militar só, é uma escolha política, é uma escolha de parceria, de solidariedade. E é uma escolha perante um aliado que consideramos muito importante no continente europeu”, reforçou.

Segundo o Presidente da República, “é fundamental que os aliados unam esforços e garantam a dissuasão, a defesa e a segurança” na Europa.

Marcelo Rebelo de Sousa e Peter Pellegrini prestaram declarações à comunicação social na Sala das Bicas do Palácio de Belém, sem responderem a perguntas.

Na quinta-feira de manhã, os dois chefes de Estado vão discursar na abertura de um Fórum Empresarial Portugal— Eslováquia e depois visitarão a Fundação Champalimaud, em Lisboa.

Marcelo Rebelo de Sousa manifestou-se confiante de que surgirão “novas parceiras e oportunidades de negócio” desse fórum, que “vai reunir 20 empresas eslovacas relevantes e 60 empresas portuguesas”.