A central nuclear de Almaraz, na província de Cáceres (Estremadura espanhola), perto da fronteira com Portugal, notificou o Conselho de Segurança Nuclear (CSN) sobre a paragem da Unidade I na sequência “da atuação dos sistemas de proteção da turbina”.

Segundo o operador da instalação, a Unidade I encontra-se “com todos os parâmetros estáveis”, estando a equipa técnica da central “a realizar as verificações necessárias para proceder à sua reativação”.

A causa do sucedido foi a atuação de um sistema de proteção elétrica do transformador principal, facto que se encontra, neste momento, em investigação, noticiou esta quinta-feira o jornal El Confidencial.

A operadora assegura que os sistemas de segurança atuaram conforme previsto no projeto da instalação, e que a unidade se encontra parada de forma segura.

O operador da central está a realizar as verificações necessárias para confirmar a integridade dos equipamentos envolvidos.

Com base na informação disponível até agora, o evento está classificado como nível 0 na Escala Internacional de Eventos Nucleares e Radiológicos (INES).

Esta notificação ao CSN foi realizada seguindo o procedimento estabelecido e as orientações em vigor.

Além disso, foi salientado que o incidente não teve impacto nos trabalhadores da instalação, no público ou no ambiente. A Unidade II está a operar normalmente, a 100% da sua potência.

O CSN confirmou esta quinta-feira que a “paragem automática” de um dos reatores da central de Almaraz, ocorrida “enquanto a central operava em potência máxima”, foi provocada pela paragem da turbina principal, devido à “atuação de um sistema de proteção do alternador”.

O organismo esclareceu, ainda, que a causa da ocorrência foi a atuação de uma proteção elétrica do transformador principal, facto que se encontra, neste momento, sob investigação.

Em agosto, o ministério espanhol da Transição Ecológica e do Desafio Demográfico (MITECO) renovou até junho de 2030 a licença de operação das Unidades I e II da Central Nuclear de Almaraz.

A decisão encerrou um processo que teve início oficialmente em outubro de 2025, quando os três proprietários da central — Iberdrola, Endesa e Naturgy — concordaram em pedir formalmente a prorrogação.

O encerramento gradual dos dois reatores estava inicialmente previsto para o dia 1 de novembro de 2027, para a Unidade I, e 31 de outubro de 2028, para a Unidade II, em conformidade com o protocolo estabelecido pelas empresas de energia.