Acompanhe o nosso liveblog sobre a situação no Irão
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está a ser informado pelas chefias militares sobre potenciais opções para ofensivas no Irão, noticiaram vários jornais, como o Politico e o Wall Street Journal. Segundo as mesmas fontes, o líder norte-americano tem agendada uma reunião esta terça-feira para discutir as opções que estão em cima da mesa.
De acordo com responsáveis norte-americanos citados sob anonimato, a administração Trump está a apresentar um leque de opções que vai desde ataques militares cirúrgicos em território iraniano até operações ofensivas no ciberespaço, procurando evitar cenários que provoquem um impacto massivo sobre civis. A ideia seria privilegiar opções que possam ser ajustadas e direcionadas sobretudo contra forças militares do regime, explicou um dos responsáveis envolvidos nas negociações internas.
“Podemos intensificar a campanha de pressão de várias maneiras“, disse um funcionário, acrescentando que “a janela [para Trump agir] é pequena, mas o povo [iraniano] está revoltado”.
Em paralelo, está também a ser avaliada a possibilidade de enviar para o Irão terminais do serviço de internet via satélite Starlink, de Elon Musk, com o objetivo de contornar o bloqueio informativo imposto pelo regime, segundo revelou um antigo responsável norte-americano.
Este cenário surge após as declarações de Trump, nas quais disse que pondera novas ações militares contra o Irão devido à violência durante os protestos.
Ainda assim, não é expectável que o líder dos Estados Unidos ordene o envio de forças terrestres norte-americanas para o Irão. Um outro responsável garantiu que, para já, não estão em curso movimentos significativos de tropas ou de meios militares, num contexto em que alguns elementos da Casa Branca receiam que uma intervenção dos Estados Unidos possa contribuir ainda mais para as tensões no Médio Oriente.
No plano político, o senador republicano Lindsey Graham, aliado próximo de Trump, defendeu publicamente uma resposta firme, mas limitada. “Espero que o Presidente tome medidas, não uma invasão, que “mudem o jogo”, afirmou numa entrevista ao programa Sunday Morning Futures, da Fox News, acrescentando que tal ação poderia fortalecer os manifestantes e dissuadir os líderes iranianos.
Se Trump decidir atacar o país, provavelmente consideraria como alvos a Guarda Revolucionária Islâmica do Irão, a polícia, as forças da ordem e potencialmente os líderes do país, embora “isso levasse tempo“, disse um antigo funcionário dos Estados Unidos que trabalhou em questões relacionadas com o Irão.
Desde os últimos dias de dezembro que ocorrem diversas manifestações, inicialmente contra o alto custo de vida e que passaram a incluir reivindicações políticas. Estimativas apontam para mais de 5oo mortos durante os protestos.