Quando um treinador sai do Manchester United, há quase uma regra que obriga a que o interino escolhido tenha ligação direta ao clube – como antigo jogador, como técnico da formação, como treinador adjunto, um rosto que os adeptos conheçam quase para dar uma falsa sensação de conforto. A par disso, de forma menos assumida, cresce sempre uma esperança de que os resultados possam aparecer a ponto de legitimarem uma continuidade no cargo com a chancela de todos. Foi assim com Ole Gunnar Solskjaer, com sucesso. Foi assim com Ruud van Nistelrooy, que não esteve mal até chegar Ruben Amorim (que estava contratado). Foi assim agora com Darren Fletcher. Empate na Premier, derrota em casa na Taça de Inglaterra, o fim de linha.

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Com a época definitivamente perdida como não acontecia há muitas décadas, e apenas com jogos da Premier League até ao final da temporada, os responsáveis do Manchester United decidiram tomar uma decisão sobre o passo seguinte para o clube. Havia duas opções em cima da mesa: contratar já um sucessor direto, como chegou a ser ventilado como hipótese mais forte, ou assegurar um interino até junho que pudesse ter um impacto quase imediato a ponto de colocar a equipa a lutar pelos lugares europeus ou mesmo pela Liga dos Campeões. Imperou a segunda via, com dois nomes conhecidos na lista e um escolhido: Michael Carrick.

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A escolha do antigo médio ganhou força esta segunda-feira, a ponto de, ainda antes de haver confirmação oficial pelo clube, algumas publicações inglesas já terem avançado com uma equipa técnica com vários nomes conhecidos como o antigo central internacional do Leeds, Jonathan Southgate, o ex-defesa do United Jonny Evans (que acabou a carreira no verão) e um antigo técnico da formação, Travis Binnion.

Para trás ficou Ole Gunnar Solskjaer. O técnico norueguês, que teve uma breve passagem pelos turcos do Besiktas no ano passado, surgiu como possibilidade mais forte nesse cenário de opção até ao final da época, parecia ter uma liderança que dificilmente poderia ser superada mas acabou por perder força com o passar dos dias, surgindo Michael Carrick como uma solução B que afinal passava a A. Agora veio a confirmação.

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Aos 44 anos, o antigo médio internacional tem o segundo projeto como técnico principal, depois de ter estado nas últimas três temporadas no comando do Middlesbrough, do Championship (já depois de ter assumido de forma interina o comando do United, em 2021, na sequência de saída de… Solskjaer). Formado no West Ham, Carrick passou por empréstimo pelo Swindon Town e pelo Birmingham, mudou-se em 2004 para o Tottenham e assinou em 2006 pelo Manchester United, onde fez os últimos 12 anos da carreira como jogador com uma Liga dos Campeões, uma Liga Europa, um Mundial de Clubes, cinco Campeonatos, uma Taça de Inglaterra, três Taças da Liga e seis Supertaças com 464 jogos oficiais pelos red devils.