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A presidente da Comissão Europeia prometeu esta terça-feira propor rapidamente novas sanções contra os “responsáveis pela repressão” das manifestações no Irão, manifestando-se aterrada com “o número crescente de mortes”.
“O número crescente de mortes no Irão é aterrador. Condeno de maneira inequívoca o uso excessivo de força e a restrição contínua de liberdades”, lê-se numa publicação de Ursula von der Leyen na rede social X.
The rising number of casualties in Iran is horrifying. I unequivocally condemn the excessive use of force and continued restriction of freedom.
The European Union has already listed the Islamic Revolutionary Guard Corps in its entirety under its human rights sanctions regime.…
— Ursula von der Leyen (@vonderleyen) January 13, 2026
Salientando que a UE já impôs sanções à Guarda Revolucionária do Irão, Von der Leyen afirmou, contudo, estar a trabalhar em “estreita colaboração” com a Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política Externa, Kaja Kallas, para “propor rapidamente novas sanções contra os responsáveis pela repressão”.
“Estamos ao lado do povo do Irão, que está a marchar corajosamente pela liberdade”, afirmou.
Na segunda-feira, a Comissão Europeia já tinha admitido propor novas sanções, “mais severas”, contra as autoridades do Irão, que teriam depois ser aprovadas por unanimidade pelos 27 Estados-membros, e a acrescentar às sanções da UE atualmente em vigor contra personalidades iranianas responsáveis por violações graves dos direitos humanos no país.
Pelo menos 648 manifestantes foram mortos desde 28 de dezembro, quando começaram os protestos, inicialmente contra o custo de vida, num país sujeito a sanções económicas, mas que depois se tornaram num protesto político contra as autoridades de Teerão, segundo a organização não-governamental (ONG) Iran Human Rights, sediada na Noruega.
Outras estimativas elevam o número de mortos até 3.000, como indicou a Organização dos Mujahedin do Povo do Irão (OMPI), um grupo de oposição ao regime, que baseia os cálculos em fontes locais, hospitais e familiares das vítimas.
A condenação da repressão violenta tem sido anunciada por várias entidades e Estados, como o presidente do Conselho Europeu, António Costa, que criticou na segunda-feira o regime que lidera o Irão, afirmando que a UE está “ao lado dos corajosos iranianos”.
Também a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, condenou na segunda-feira o regime iraniano, tendo decidido proibir diplomatas e outros representantes do Irão de entrar nas instalações da assembleia europeia.
It cannot be business as usual.
As the brave people of Iran continue to stand up for their rights and their liberty, today I have taken the decision to ban all diplomatic staff and any other representatives of the Islamic Republic of Iran from all European Parliament premises.…
— Roberta Metsola (@EP_President) January 12, 2026