O secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, demitiu o tenente-general do Exército Brett Sylvia, acusado de divulgar informação classificada sobre guerras do Irão e da Ucrânia à comunicação social. As razões para a demissão foram reportadas por um funcionário do Pentágono à CBS News, após a demissão ter sido avançada pelo Atlantic.
Sylvia não passou em três testes do polígrafo quando questionado sobre o tema, sendo que o caso está a ser investigado pelo Departamento de Justiça. No entanto, duas outras fontes do Pentágono afirmam que, apesar de a demissão estar relacionada com os testes, “as acusações não são verdadeiras”.
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, comentou o caso nas redes sociais e, sem mencionar o nome de Sylvia, afirmou que o Departamento de Defesa “tomou as medidas de pessoal necessárias para proteger informações confidenciais” e que tem “tolerância zero” a este tipo de incidentes.
“Após uma extensa investigação do [Gabinete de Investigações Especiais] da Força Aérea, o Departamento [de Defesa] tomou as medidas de pessoal necessárias para proteger informações confidenciais. Para proteger a integridade da investigação, nenhum comentário adicional será feito sobre o indivíduo ou as circunstâncias desta ação”, acrescentou.
The Department of War has zero tolerance for the intentional, unauthorized disclosure of classified information. Anyone who compromises sensitive national security information puts the lives of our Warriors at risk and undermines every military operation that keeps our country…
— Sean Parnell (@SeanParnellASW) October 29, 2026
A política de “tolerância zero” tinha sido anteriormente defendida por Hegseth, que, de acordo com uma notícia avançada pela CBS News a 5 de setembro, teria começado a submeter militares a testes do polígrafo.
Brett Sylvia era diretor de estratégia, planeamento e política do Estado-Maior Conjunto e era o responsável pela coordenação do plano de batalha no Irão. Este é o segundo diretor demitido em menos de um ano, sendo que o antecessor de Sylvia, Joseph McGee, foi obrigado a demitir-se em outubro do ano passado, devido a tensões com Pete Hegseth, referiu na altura a CNN. Temas como a guerra da Ucrânia e as operações militares nas Caraíbas contra barcos que alegadamente transportavam droga para os Estados Unidos eram alguns dos pontos de tensão.
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