O secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, demitiu o tenente-general do Exército Brett Sylvia, acusado de divulgar informação classificada sobre guerras do Irão e da Ucrânia à comunicação social. As razões para a demissão foram reportadas por um funcionário do Pentágono à CBS News, após a demissão ter sido avançada pelo Atlantic.

Sylvia não passou em três testes do polígrafo quando questionado sobre o tema, sendo que o caso está a ser investigado pelo Departamento de Justiça. No entanto, duas outras fontes do Pentágono afirmam que, apesar de a demissão estar relacionada com os testes, “as acusações não são verdadeiras”.

O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, comentou o caso nas redes sociais e, sem mencionar o nome de Sylvia, afirmou que o Departamento de Defesa “tomou as medidas de pessoal necessárias para proteger informações confidenciais” e que tem “tolerância zero” a este tipo de incidentes.

“Após uma extensa investigação do [Gabinete de Investigações Especiais] da Força Aérea, o Departamento [de Defesa] tomou as medidas de pessoal necessárias para proteger informações confidenciais. Para proteger a integridade da investigação, nenhum comentário adicional será feito sobre o indivíduo ou as circunstâncias desta ação”, acrescentou.

A política de “tolerância zero” tinha sido anteriormente defendida por Hegseth, que, de acordo com uma notícia avançada pela CBS News a 5 de setembro, teria começado a submeter militares a testes do polígrafo.

Brett Sylvia era diretor de estratégia, planeamento e política do Estado-Maior Conjunto e era o responsável pela coordenação do plano de batalha no Irão. Este é o segundo diretor demitido em menos de um ano, sendo que o antecessor de Sylvia, Joseph McGee, foi obrigado a demitir-se em outubro do ano passado, devido a tensões com Pete Hegseth, referiu na altura a CNN. Temas como a guerra da Ucrânia e as operações militares nas Caraíbas contra barcos que alegadamente transportavam droga para os Estados Unidos eram alguns dos pontos de tensão.

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