Raquel García, grávida de cinco meses, é uma das sobreviventes da colisão de comboios em Adamuz, Espanha, que causou pelo menos 40 mortos cerca de 150 feridos, de acordo com dados provisórios, no domingo. Raquel está internada em estado grave nos cuidados intensivos. “Não sabemos o que vai acontecer com ela. Parece um filme de terror”, lamenta a irmã, Ana García. A única coisa que sabem é que o coração do bebé “está a bater”.
Raquel é advogada e viajava juntamente com a irmã, Ana, o namorado e Boro, o cão da família. Embora ambas trabalhem na capital, as irmãs são naturais de Málaga e tinham ido passar o fim de semana com a família dado a avó estar doente.
“O comboio começou a andar muito rápido, balançando bastante, inclinando e rangendo. Acho que quase capotou e, de repente, tudo ficou escuro. Havia gritos, sangue e coisas muito desagradáveis de se ver. Pedaços do comboio estavam espalhados por toda parte. Acho que minha irmã bateu com o rosto ao tentar proteger o Boro. Ela perdeu a consciência. Eu não conseguia chegar até ela, porque havia coisas em cima dela; ela estava presa dentro do comboio. O namorado dela saiu ileso”, explicou Ana ao El Mundo, revelando que tentou pedir ajuda para a irmã: “Comecei a gritar para todos: ‘Ela está grávida! Ela está grávida!”. Pouco depois, Raquel foi resgatada pelos bombeiros transportada de ambulância para o hospital.
À Antena 3 espanhola, o pai de Raquel, Alberto García, revelou que a filha, que permanece sedada e intubada, sofreu uma fratura numa vértebra e um traumatismo craniano grave. Os médicos mantêm vigilância sobre eventuais danos cerebrais. Quanto à gravidez, assumiu. “A única coisa que sabemos sobre o bebé é que o coração está a bater.”
A família queixa-se da falta de informações por parte do hospital, que justifica a reserva com a gravidade e delicadeza do quadro clínico de Raquel.
Raquel e Boro estavam sentados no lado esquerdo do comboio, o mais afetado no acidente. Boro está desaparecido desde o acidente. “Ajudem a procurar os animais; eles também são da família”, pediu Ana.