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Vários altos representantes da Ucrânia, da Rússia e dos EUA estiveram reunidos durante dois dias – sexta-feira e sábado – em Abu Dhabi, um encontro inédito desde o início da guerra onde terá sido possível ter russos e ucranianos na mesma sala e a interagir diretamente. No final das negociações, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, considerou-as “construtivas” e admitiu uma continuação dos trabalhos já na próxima semana.
Numa publicação na rede social X, o Presidente ucraniano salientou que “muito foi discutido” durante estes dias, embora não tenha revelado se houve algum tipo de avanço nas matérias principais que continuam a impedir um acordo de paz – as cedências territoriais por parte da Ucrânia. Nessa publicação, Zelensky não fez, contudo, qualquer menção aos fortes bombardeamentos que a Rússia fez durante a madrugada e que tinham sido criticados pelo próprio Presidente ucraniano, poucas horas antes.
Do nosso lado, participaram Rustem Umerov, Kyrylo Budanov, Andrii Hnatov, Davyd Arakhamiia, Sergiy Kyslytsya e Vadym Skibitskyi. Do lado americano, participaram Steve Witkoff, Jared Kushner, Dan Driscoll, Alexus Grynkewich e Josh Gruenbaum. O lado russo foi representado por membros dos serviços secretos militares e das forças armadas”, indicou Zelensky.
“Todas as partes concordaram em apresentar relatórios nas respetivas capitais sobre cada aspeto das negociações e em coordenar os próximos passos com os seus líderes”, afirma Zelensky, acrescentando que “assumindo que haverá vontade de avançar – e a Ucrânia está disposta a isso – serão realizadas novas reuniões, possivelmente já na próxima semana”.
Do lado russo não houve, para já, qualquer comentário sobre as negociações em Abu Dhabi desde que elas terminaram.
A britânica Sky News noticiou que houve alguma “interação direta” entre representantes da Ucrânia e da Rússia na reunião deste sábado. As fontes da Sky News garantem que essa interação foi “construtiva” e teve uma “atmosfera positiva“.
A julgar pela informação do canal britânico, os representantes dos dois países em guerra partilharam a mesma sala – algo que não foi claro que tenha acontecido na sexta-feira, no primeiro dia de negociações. Embora não haja confirmação oficial, admite-se que no primeiro dia a interação tenha sempre acontecido por interposta pessoa, neste caso os representantes dos EUA a mediarem a interação.