O preço mediano das casas em Portugal desacelerou um pouco no terceiro trimestre mas, mesmo assim, manteve um ritmo de subida (homóloga) superior a 16%. Segundo o INE, porém, os preços da habitação aceleram em 12 dos 24 municípios mais populosos.

“No 3.º trimestre de 2025, o preço mediano dos 41.117 alojamentos familiares transacionados em Portugal foi 2.111 euros por metro quadrado, na sequência de uma taxa de variação de 16,1% em relação ao 3.º trimestre de 2024″, afirma o INE em relatório publicado nesta segunda-feira, recordando que a variação homóloga do segundo trimestre (face ao segundo trimestre de 2024) tinha sido de 19%.

O número de transações de alojamentos familiares em Portugal aumentou 4,0% em relação ao mesmo trimestre de 2024. O preço mediano da habitação aumentou, em relação ao período homólogo de 2024, nas 26 sub-regiões NUTS III, destacando-se Terras de Trás-os-Montes com o maior crescimento (34,3%)”, pode ler-se no relatório.

A conclusão do INE é que “cinco das seis sub-regiões com preços medianos da habitação mais elevados – Grande Lisboa, Algarve, Península de Setúbal, Região Autónoma da Madeira e Área Metropolitana do Porto – apresentaram também os valores mais elevados em ambas as categorias de domicílio fiscal do comprador (território nacional e estrangeiro)”.

O Alentejo Litoral também superou a referência nacional nas transações envolvendo compradores com domicílio fiscal em território nacional. Nas sub-regiões Grande Lisboa e Área Metropolitana do Porto, o preço mediano (euros/metro quadrado) das transações efetuadas por compradores com domicílio fiscal no estrangeiro superou, respetivamente em 61,7% e 39,8%, o preço das transações por compradores com domicílio fiscal em território nacional”, diz o INE.

No 3.º trimestre de 2025, os preços da habitação aceleraram em 12 dos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes (em 19, no segundo trimestre de 2025), tendo os municípios de Coimbra (+14,8 pontos percentuais) e de Setúbal (+11,4 pontos percentuais) apresentado os maiores aumentos.

Por outro lado, “as maiores diminuições na taxa de variação homóloga ocorreram nos municípios de Vila Nova de Gaia (-9,2 pontos percentuais) e de Santa Maria da Feira (-8,6 pontos percentuais)”, ao passo que “os municípios de Lisboa e do Porto registaram acréscimos de 3,9 pontos percentuais e 6,2 pontos percentuais nas taxas de variação homólogas do segundo para o terceiro trimestre de 2025”.

“Os municípios de Lisboa (5.000 euros/metro quadrado), Cascais (4.713 euros/metro quadrado) e Oeiras (4.361 euros/metro quadrado) apresentaram os preços da habitação mais elevados”, acrescenta-se.

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