Mais um dérbi, mais uma polémica. Depois de tudo o que aconteceu no encontro entre Sporting e Benfica no Pavilhão João Rocha para o Campeonato de futsal, que teve várias rixas nas imediações do recinto antes do apito inicial que levaram à detenção de 124 adeptos, o reencontro entre os dois rivais no Pavilhão da Luz para a primeira mão dos quartos da Liga dos Campeões terminou com um triunfo no último segundo das águias e, agora, uma queixa apresentada pelos leões à UEFA na sequência de episódios ocorridos no recinto.

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Conforme avançou o jornal Record e confirmou o Observador, o Sporting denunciou os constantes sons vindos das bancadas por adeptos encarnados alusivos ao episódio do very light na final da Taça de Portugal de futebol de 1995/96, quando esse objeto pirotécnico acabou por ferir mortalmente Rui Mendes, adepto dos leões que estava a ver o encontro no Jamor. Não foi a primeira vez que os responsáveis verde e brancos fizeram uma queixa por esse motivo mas foi a primeira vez que fizeram a mesma à UEFA.

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Em paralelo, a participação do Sporting fala também de cânticos ofensivos ao longo do jogo por parte dos adeptos encarnados e já depois do final do mesmo, quando Nuno Dias, treinador da equipa de futsal leonina, falava na zona de entrevistas rápidas do Canal 11 e foi cantada a música “Lagarto bom, é lagarto morto”. Houve ainda mais um facto reportado à UEFA, neste caso o facto de o terceiro árbitro, Yevhen Hordiienko, e do cronometrista, Orest Dutsiak, ambos ucranianos, por recusarem cumprimentar o russo Ivan Chishkala.

De acrescentar que, também durante o encontro, Zicky Té celebrou o golo que fez o momentâneo 3-2 no jogo com um gesto contra o racismo mas não haverá qualquer alusão a isso nessa queixa apresentada à UEFA. “Esperamos por vocês no João Rocha, sportinguistas. Sem clubismo, sem provocação, apenas um apelo à humanidade”, escreveu esta terça-feira o internacional português a esse propósito.

Também durante o dia, Bruno Sá, candidato à presidência dos leões, criticou o Benfica pelo comportamento dos seus adeptos. “Mais uma vez, com toda a gente a assistir de cadeirinha, glorificou-se a morte no pavilhão da Luz. É sempre assim cada vez que jogamos com o Benfica: aquele sinistro som de um very light, numa alusão clara à morte do nosso Rui Mendes. Tal como é sempre assim o silêncio das entidades que têm a incumbência de agir, nomeadamente Governo de Portugal, Federação Portuguesa de Futebol e Autoridade para a Prevenção e Combate à Violência no Desporto. Numa altura em que tanto se fala de violência no desporto, estas entidades não são apenas espectadoras, são responsáveis. Não há outra maneira de dizer isto: para estas entidades, cantar a morte de alguém num recinto desportivo é normal”, apontou.

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