Hilary Clinton negou ter conhecimento de quaisquer crimes cometidos por Jeffrey Epstein ou Ghislaine Maxwell, na sua primeira intervenção na comissão do Congresso dos EUA que investiga o magnata norte-americano acusado de crimes sexuais. A antiga secretária de Estado da administração Obama voltará a depor frente aos congressistas assim como o seu marido e ex-Presidente dos EUA, Bill Clinton, que deverá fazê-lo esta sexta-feira. As audiências estão a decorrer à porta fechada numa casa do casal localizada em Chappaqua, Nova Iorque, apesar de os Cliton terem pedido para que as sessões fossem públicas.

A candidata democrata à Presidência dos EUA em 2016 partilhou nas redes sociais o seu testemunho inicial à comissão do Congresso, após ter enviado um testemunho escrito à mesma no mês passado que foi rejeitado. “Como disse na declaração sob juramento a 13 de janeiro, não fazia ideia das atividades criminosas deles. Não me lembro de alguma vez ter encontrado o Sr. Epstein. Nunca viajei no seu avião ou visitei a sua ilha, as suas casas ou os escritórios“, lê-se no discurso lido esta quinta-feira por Hilary Clinton aos congressistas.

A antiga primeira-dama norte-americana censurou os congressistas por considerar que a comissão é motivada politicamente para “proteger um partido político e um eleito”, numa referência direta a Trump. Hilary Clinton criticou os congressistas por não esclarecerem a notícia de que “o departamento de Justiça não partilhou entrevistas da FBI a uma sobrevivente que acusa o Presidente Trump de crimes hediondos“. A democrata lamenta que a comissão tenha querido ouvi-la a ela, uma audiência que neste contexto considerou ser uma “expedição de pesca” partidária.

“Forçaram-me a testemunhar, sabendo perfeitamente que não tenho nenhum conhecimento que possa ajudar na vossa investigação. O objetivo é desviar a atenção das ações do presidente Trump e encobri-las, apesar dos pedidos legítimos por respostas”, escreveu na declaração por escrito. Hilary Clinton lembrou igualmente os seus anos enquanto Secretária de Estado e primeira-dama para assegurar que se empenhou para combater os crimes tráfico humano, trabalhos forçados e escravidão sexual.

Sobre Jeffrey Epstein, Hilary disse aos congressistas que este era um “indivíduo hediondo” mas que “não estava sozinho” nos crimes cometidos, que considera um “flagelo global”. “Se esta comissão está realmente interessada em descobrir a verdade sobre os crimes de tráfico de Epstein, não se basearia em conferências de imprensa para obter respostas do nosso atual presidente sobre o seu envolvimento. Perguntar-lhe-ia diretamente sob juramento sobre as dezenas de milhares de vezes em que ele aparece nos arquivos de Epstein”, sugeriu.

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