O Ministério Público (MP) tem 26 inquéritos abertos relativos à violação de medidas restritivas impostas pela União Europeia a empresas russas na sequência da invasão à Ucrânia, avançou fonte oficial da Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Expresso.
A PGR acrescentou que, como resultado desses inquéritos, estão congelados cerca de 25 milhões de euros em saldos de contas bancárias por violarem essas mesmas medidas restritivas ou por suspeitas de branqueamento de capitais, especialmente no setor do imobiliário de luxo.
O MP e a Polícia Judiciária assinalaram ao Expresso que muitas empresas russas contornam as sanções europeias em Portugal utilizando empresários portugueses como testas de ferro. As autoridades portuguesas suspeitam também da existência de cidadãos ucranianos no país a desempenhar esse mesmo papel. Os ucranianos serão escolhidos porque a nacionalidade destes será considerada menos suspeita de representar os interesses de empresários russos.
Além disso, o Serviço de Informações de Segurança (SIS) revelou ao semanário que “tem acompanhado e avaliado a presença em Portugal de elementos conotados, direta ou indiretamente, com o regime de Vladimir Putin”. Fonte oficial das secretas acrescentou que “em várias ocasiões, a atividade desses indivíduos, normalmente empresários ou investidores, pode ser enquadrada no contexto do branqueamento de capitais e evasão de sanções impostas à Federação da Rússia”.
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