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O Governo britânico determinou a retirada de parte do pessoal diplomático em Telavive, alegando a preocupação de que a situação possa “degradar-se rapidamente” após ameaças de ataques aéreos dos Estados Unidos no Irão, informou esta sexta-feira a diplomacia de Londres.

“Como medida de precaução, transferimos temporariamente parte da nossa equipa e as suas famílias de Telavive para outro local em Israel. A nossa embaixada continua a funcionar normalmente“, anunciou em comunicado.

Segundo as autoridades britânicas, “a situação pode deteriorar-se rapidamente e apresenta riscos significativos“.

Os cidadãos do Reino Unido são também desaconselhados a evitar viagens não essenciais a Israel e aos territórios palestinianos, bem como deslocações para “determinadas zonas específicas“.

Anteriormente, o Governo de Londres já tinha ordenado a retirada de todos os funcionários diplomáticos do Irão devido à “situação de segurança“, juntando-se a outros países que tomaram medidas semelhantes.

O anúncio britânico coincide com a chegada à costa israelita do porta-aviões norte-americano “Gerald R. Ford”, o maior do mundo, como parte do destacamento militar dos Estados Unidos no Médio Oriente para um possível ataque ao Irão.

A diplomacia britânica desaconselhou ainda os cidadãos do seu país a viajarem para o Irão em qualquer circunstância.

Os Estados Unidos, que não têm embaixada em Teerão, autorizaram esta sexta-feira a saída do pessoal não essencial e respetivos familiares da representação diplomática em Israel, devido a “riscos de segurança”.

Washington reuniu o maior dispositivo militar dos Estados Unidos no Médio Oriente desde a invasão do Iraque em 2003.

Teerão e Washington mantiveram na quinta-feira, em Genebra, uma terceira ronda de conversações, da qual o Governo iraniano considerou terem resultado “bons avanços“.

Os Estados Unidos ainda não se pronunciaram sobre as conversações.

O mediador do diálogo, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, Badr bin Hamad al-Busaidi, afirmou que foi alcançado um “progresso significativo“.

As partes agendaram um novo encontro para segunda-feira em Viena, sede da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, reconheceu que, embora as posições se tenham aproximado em vários pontos, “ainda existem diferenças“.

Washington exige o fim do enriquecimento de urânio e a limitação do alcance dos mísseis iranianos, pontos que Teerão recusa, aceitando apenas cortes no programa atómico em troca do levantamento das sanções em vigor.

EUA e Irão vão ter novas “discussões técnicas” na próxima semana em Viena

Israel está em alerta para uma possível retaliação do Irão, caso os Estados Unidos ataquem a República Islâmica, com a qual esteve em guerra em junho passado.

No final de 12 dias de ataques aéreos mútuos entre Israel e Irão, a aviação norte-americana bombardeou instalações ligadas ao programa nuclear iraniano.