Depois de serem usados na guerra da Ucrânia, os drones “kamikaze” Shahed-136 estão a ser usados pelo Irão para responder aos ataques de sábado, feitos pelos EUA e Israel.
Ainda que não tenham a mesma precisão de um míssil, estes drones estão a ser usados pelo regime de Teerão para atingir os países da região. Já foram usados para atingir uma embaixada dos EUA, um sistema de radares e até um arranha-céus, em territórios como o Bahrain, Kuwait ou Emirados Árabes Unidos.
Num dos vídeos que circula nas redes sociais, de um ataque no Bahrain, é audível um som característico, antes de o drone atingir uma torre. É também pelo som barulhento que se distinguem estes aparelhos.
Several residential buildings in Bahrain’s capital were targeted, the Interior Ministry said.
Video verified by Al Jazeera shows an Iranian drone hitting a tower in Manama. A loud explosion is heard at the moment of impact, followed by a large fire and thick smoke rising from… pic.twitter.com/tGR5OdUSCq
— The Siasat Daily (@TheSiasatDaily) February 28, 2026
Segundo o Guardian, o Irão já terá lançado mais de mil drones, sendo que uma boa parte terá sido drones Shahed-136.
Estes drones têm 3,5 metros de comprimento e 2,5 metros de largura. Pesam 200 quilos e podem transportar apenas uma carga explosiva de 50 quilos. É o suficiente para causar danos a um arranha-céus, mas não o suficiente para fazê-lo ruir, nota o jornal britânico. Têm um alcance de cerca de dois mil quilómetros.
O Irão produz estes drones em grande escala, que podem ser feitos a baixo custo usando componentes de dupla utilização, refere a NBC News.É estimado que um drone deste género custe entre 30 mil a 50 mil dólares (25,8 mil a 43 mil euros), mas que intercetá-lo custe dez vezes mais do que isso, escreve a NBC.
Os valores de produção são bem diferentes dos de um míssil balístico, que ainda precisa de uma infraestrutura complexa para ser acionado. Por seu turno, estes drones “kamikaze” podem ser lançados a partir da traseira de um camião.
Estes drones foram concebidos no fim da última década, no Irão, e foram detetados pela primeira vez em julho de 2021.
A NBC News escreve que a Rússia já comprou 6 mil unidades destes drones ao Irão, por 1,75 mil milhões de dólares (1,5 mil milhões de euros), em novembro de 2022. Os equipamentos terão sido usados na guerra da Ucrânia.
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