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Austrália e Japão não enviarão navios de guerra para o Estreito de Ormuz

Este artigo tem mais de 6 meses

Trump queria que aliados enviassem navios de forma a pressionar o Irão a reabrir o Estreito de Ormuz, contudo, Austrália e Japão já revelaram que não vão ceder ao pedido do Presidente norte-americano.

epa12794243 A drone image shows an aerial view of oil tanker Torm Denise (IMO 9702211) registered in Singapore in the fog as she approach Antwerp Chemical harbour, near Hansweert, the Netherlands, 04 March 2026. The EU Commission is to present EU Industrial Maritime and Port Strategies, following the closure of the Strait of Hormuz amid the escalating regional conflict leading to growing concern over global oil supplies.  EPA/OLIVIER HOSLET
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▲O Irão advertiu contra qualquer envolvimento de outros países nesta guerra que está a incendiar o Médio Oriente e a fazer disparar os preços do petróleo

OLIVIER HOSLET/EPA

▲O Irão advertiu contra qualquer envolvimento de outros países nesta guerra que está a incendiar o Médio Oriente e a fazer disparar os preços do petróleo

OLIVIER HOSLET/EPA

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Austrália e Japão fizeram esta segunda-feira saber que não enviarão navios de guerra para o Estreito de Ormuz, depois do Presidente norte-americano ter exigido a ajuda dos aliados para garantir a segurança da via estratégica.

“Não enviaremos nenhum navio para o Estreito de Ormuz. Sabemos o quanto isso é extremamente importante, mas não é algo que nos tenha sido pedido nem para o qual estejamos a contribuir”, declarou a ministra australiana dos Transportes, Catherine King, em declarações à emissora nacional ABC.

Também o Japão indicou esta segunda-feira que “não prevê” uma operação de segurança marítima no estreito de Ormuz. “Na situação atual no Irão, não tencionamos ordenar uma operação de segurança marítima”, declarou perante o Parlamento o ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi.

O Irão advertiu contra qualquer envolvimento de outros países nesta guerra que está a incendiar o Médio Oriente e a fazer disparar os preços do petróleo.

A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, considerou esta segunda-feira que qualquer operação de segurança marítima seria “extremamente difícil do ponto de vista jurídico”.

O envio das Forças de Autodefesa japonesas para o estrangeiro é politicamente sensível num Japão oficialmente pacifista e onde muitos eleitores continuam ligados à Constituição de 1947, imposta pelos Estados Unidos, que implica a renúncia à guerra.

Takayuki Kobayashi, responsável pela estratégia política do Partido Liberal Democrático (PLD) de Takaichi, declarou no domingo que a fasquia era “extremamente elevada” para que Tóquio enviasse navios de guerra para o Golfo Pérsico.

Quarta economia mundial, o Japão é o quinto maior importador de petróleo. Cerca de 95% do seu abastecimento provém do Médio Oriente e 70% transita pelo estreito de Ormuz, praticamente fechado desde o início da guerra.

Donald Trump disse no domingo que pediu a vários países (incluindo aos aliados na NATO) que ajudassem, enviando navios de guerra para o Estreito de Ormuz para manter “aberta e segura” a via navegável estratégica por onde passa diariamente 20% do petróleo mundial, depois de o novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, ter anunciado que a passagem permanecerá encerrada.

“É apropriado que aqueles que beneficiam do estreito ajudem a garantir que nada de mal acontece ali”, disse Donald Trump numa entrevista ao Financial Times, referindo que a Europa e a China dependem do petróleo do Golfo.

“Se não houver resposta, ou se a resposta for negativa, penso que será muito mau para o futuro da NATO”, acrescentou.

“Espero que a China, a França, o Japão, a Coreia do Sul, o Reino Unido e outros afetados por esta restrição artificial enviem navios para a região, para que o Estreito de Ormuz deixe de ser uma ameaça de uma nação completamente sem liderança”, escreveu também na plataforma Truth Social.

“Penso que a China também deveria ajudar, porque obtém 90% do seu petróleo do estreito”, disse, sugerindo que essa ajuda chegasse antes da sua visita a Pequim, mas dando igualmente a entender que esta primeira viagem oficial ao maior rival estratégico dos Estados Unidos no seu segundo mandato, prevista para o final deste mês, poderá ser adiada e que o encontro com o Presidente chinês, Xi Jinping, terá de esperar.

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