“Será uma grande honra” para o Presidente norte-americano quando conseguir “tomar Cuba”. “Será bom. Eu posso libertá-la ou tomá-la, eu penso que posso fazer o que quiser”, disse, esta segunda-feira, Donald Trump, em resposta a algumas perguntas dos jornalistas na Sala Oval. No momento que os Estados Unidos levam a cabo uma ofensiva militar contra o Irão, o Presidente norte-americano parece ter bem definido o próximo alvo.
Esta segunda-feira, o Governo cubano anunciou que sofreu um apagão total e o sistema elétrico colapsou. Ficaram se luz os onze milhões de habitantes que vivem na ilha das Caraíbas, que está praticamente sem petróleo e sob fortes sanções dos Estados Unidos, que estão a apertar a malha. Donald Trump descreveu o país como um “Estado falhado”. “Não tem dinheiro, petróleo, não tem nada. Tem boas terras e bonitas paisagens. É uma ilha bonita”, adjetivou.
Segundo adiantou o New York Times esta segunda-feira, a administração Trump está a pressionar para a saída do poder do atual Presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel. Os Estados Unidos da América ainda não tomaram uma decisão final sobre quando é que o líder cubano terá de sair do cargo, nem como serão os próximos passos para a governação da ilha das Caraíbas.
A presidência norte-americana acredita que a saída de Miguel Díaz-Canel permitirá mudanças económicas profundas. O atual chefe de Estado é visto como sendo de uma linha mais dura do regime e não concordará com muitas das reformas que os Estados Unidos pretendem que o regime implemente.
Até ao momento, os Estados Unidos não têm exigido que o regime cubano tome qualquer medida contra os membros da família Castro. Os netos e sobrinhos do clã Castro ainda controlam esferas da sociedade cubana, sendo que Raúl Castro ainda está vivo. Aliás, o sobrinho de Fidel Castro está em contacto com o secretário de Estado, Marco Rubio, que tem raízes cubanas.
Em todo o caso, os negociadores norte-americanos exigem que sejam afastados funcionários mais antigos, leais a Fidel Castro, e que presos políticos sejam libertados em Cuba.