O Duster, o popular modelo da Dacia, iniciou a sua comercialização na Índia, um dos mercados mais desejados do momento ou não fosse ele o país mais populoso do mundo. Reconhecendo o potencial do popular SUV compacto romeno para atrair clientes, mas consciente que a Dacia ainda é uma ilustre desconhecida no mercado indiano, onde nunca foi comercializada, o Grupo Renault optou por propor o Duster aos condutores indianos com emblema Renault, à semelhança do que também acontece, pelos mesmos motivos, na América Latina, Rússia, Ucrânia, África do Sul, Austrália e Nova Zelândia e os países da Ásia e do Médio Oriente.

A comercialização do novo Renault Duster arrancou esta semana na Índia, algo que se repete desde 2012, o primeiro ano em que o simpático e acessível SUV trocou o logótipo da Dacia pelo da marca francesa para conquistar o seu espaço neste mercado emergente, com uma economia que figura entre as que mais cresce. E de forma sustentada.

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A mais recente geração do Duster usufrui das vantagens que já lhe reconhecemos em Portugal, onde começou a ser entregue a clientes na Primavera de 2024, mas exibe uma série de detalhes de estilo que encarecem o modelo, mas que têm a vantagem de o tornar mais refinado e com um aspecto mais caro. Os faróis trocam a tradicional assinatura luminosa que faz lembrar um “Y” deitado por uma solução mais simples e elegante, com a palavra Duster a embelezar a grelha frontal a toda a largura, enquanto na traseira os farolins têm outro esquema interior e são unidos por uma generosa faixa luminosa, mais um elemento estético destinado a elevar o posicionamento do modelo no mercado.

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Como seria de esperar, desaparecem do Duster todas as referências à Dacia, mas na frente não é visível qualquer losango da Renault, ficando este reservado para a traseira e para os painéis laterais, logo atrás das rodas dianteiras. Por dentro, o Duster com sotaque francês também foi refinado, com ênfase na luz ambiente interior, no digital cockpit — com recurso às ferramentas da Google para os automóveis, do controlo por voz à navegação sobre o Google Maps — e nos revestimentos dos assentos das versões mais bem equipadas.

O Renault Duster é proposto em seis níveis de equipamento e com três motorizações distintas, associadas a caixas manuais ou automáticas com dupla embraiagem, não faltando o Duster full hybrid, similar ao que é proposto nos mercados europeus. Este Duster é fabricado na Índia, mas um dos seus grandes argumentos é o “preço-canhão”, altamente interior ao praticado na Europa, especificamente em Portugal. A versão de entrada, com motor 1.0 sobrealimentado, 100 cv e caixa manual, é proposta por um valor que, depois de converter as rupias indianas em euros, ronda uns muito convidativos 9.950€. Em Portugal, o Duster de entrada na gama, este com emblema Dacia, exige um investimento de 19.900€, ou seja, o dobro do valor praticado na Índia.