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O Presidente ucraniano não gostou do que foi noticiado como uma proposta de Moscovo aos EUA que implicaria o corte da ajuda norte-americana a Kiev. A Rússia terá utilizado a guerra na Ucrânia como instrumento de negociação com os Estados Unidos, ao propor deixar de partilhar informações militares com o Irão se em troca os norte-americanos reduzissem ou cortassem a ajuda que os seus serviços de informações dão à Ucrânia, denunciou esta quarta-feira Volodymyr Zelensky.

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De acordo com o Presidente ucraniano, citado pela Reuters, a proposta russa traduz-se numa troca simples. “‘Não passarei informações ao Irão se a América deixar de passar informações à Ucrânia’. Isto não é chantagem? Absolutamente“, afirmou durante uma entrevista à agência noticiosa.

O líder ucraniano acrescentou, ainda, que alguns drones iranianos usados em ataques contra bases militares norte-americanas e aliados de Washington na guerra do Médio Oriente continham componentes russos. A acusação reforça a ideia, repetida por Kiev nos últimos meses, de que a relação entre Moscovo e Teerão não se limita à Ucrânia e se estende a outros conflitos, com impacto direto na segurança internacional.

Na segunda-feira, Zelensky anunciou que os serviços de informações da Ucrânia têm provas “irrefutáveis” de que a Rússia fornece informações secretas ao Irão. “A Rússia está a utilizar as suas próprias capacidades de informação, bem como parte dos dados obtidos através da cooperação com parceiros no Médio Oriente”, afirmou, na rede social X, o líder ucraniano após uma reunião com o chefe dos serviços de informações militares do país.

Esta troca de informações “tem de ser travada” para evitar o prolongamento da guerra no Médio Oriente, defendeu Zelensky. “Ao ajudar o regime iraniano a sobreviver e a atacar com maior precisão, a Rússia está, na prática, a prolongar a guerra”, sublinhou.

“Trata-se claramente de uma atividade destrutiva e tem de ser travada, uma vez que apenas conduz a uma maior desestabilização. Todos os Estados responsáveis têm interesse em garantir a segurança e evitar crises maiores”, lê-se na publicação.

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Do lado russo, as acusações foram rejeitadas. Moscovo negou estar a prestar assistência ao Irão no conflito que opõe Teerão aos Estados Unidos e a Israel e já tinha recusado, na semana passada, uma notícia do Wall Street Journal que dava conta de alegada partilha de imagens de satélite e tecnologia de drones mais avançada com os iranianos.