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Dois dirigentes de topo do Partido Republicano dos EUA publicaram este sábado um comunicado conjunto mostrando-se “muito preocupados” com a decisão de Donald Trump de retirar cerca de cinco mil soldados da Alemanha.

“Estamos muito preocupados com a decisão de retirar uma brigada dos EUA da Alemanha”, diz o texto, assinado pelo senador Roger Wicker (do Mississippi) e pelo congressista Mike Rogers (do Alabama).

Trata-se de uma declaração de peso uma vez que os dois republicanos são os presidentes dos comités parlamentares que supervisionam as forças armadas e o Departamento de Defesa no Senado e na Câmara dos Representantes, as duas câmaras do parlamento norte-americano.

EUA vão retirar cinco mil soldados da Alemanha, anuncia o Pentágono

Os dois responsáveis avisam que qualquer alteração sobre a presença militar norte-americana na Europa têm de ser coordenados com o Congresso dos EUA e com os aliados.

“Esperamos que o Departamento [de Defesa] se coordene com os seus comités de supervisão nos próximos dias e semanas sobre esta decisão e as suas implicações na dissuasão dos EUA e na segurança transatlântica”, diz a nota, que alerta para o facto de a Europa ainda precisar de tempo para aumentar as suas capacidades militares e de uma decisão deste género poder “passar a mensagem errada a Putin” sobre a segurança da Europa.

Lembrando que a Alemanha respondeu ao apelo de Trump no que respeita à partilha dos encargos militares do Ocidente, incluindo facilitando o acesso a bases durante a guerra com o Irão, os dois dirigentes republicanos assinalam que “em vez de retirar forças do continente, é do interesse norte-americano manter uma forte dissuasão na Europa movendo estes cinco mil soldados para o leste”.

O comunicado diz ainda que “os aliados fizeram investimentos substanciais para acolher tropas norte-americanas, reduzir os custos para os contribuintes norte-americanos e reforçar a linha da frente da NATO para ajudar a impedir um conflito muito mais custoso de, sequer, começar”.