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Rubio anuncia que deverão ser impostas ainda mais sanções a Havana

Presidente cubano critica duramente as últimas sanções impostas pelos EUA e afirma trata-se de uma "agressão unilateral" que se insere numa onda de medidas impostas por Washington "de forma ilegal".

epa12934874 US Secretary of State Marco Rubio speaks about the Iran war in the White House Press Briefing Room in Washington, DC, USA, 05 May 2026. Rubio also addressed Cuba and Taiwan during the briefing.  EPA/JIM LO SCALZO
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▲Marco Rubio adianta que estão ser sancionadas para já "empresas que, basicamente, estão a ficar com tudo o que gera dinheiro em Cuba"

JIM LO SCALZO/EPA

▲Marco Rubio adianta que estão ser sancionadas para já "empresas que, basicamente, estão a ficar com tudo o que gera dinheiro em Cuba"

JIM LO SCALZO/EPA

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O secretário de Estado norte-americano anunciou esta sexta-feira que deverão ser impostas mais sanções a Cuba, para além das anunciadas na quinta-feira, durante uma conferência de imprensa em Roma.

Quando questionado sobre as sanções anunciadas no dia anterior, Marco Rubio adiantou que estão ser sancionadas para já “empresas que, basicamente, estão a ficar com tudo o que gera dinheiro em Cuba e a colocá-lo ilegalmente nos bolsos de alguns poucos membros do regime. Portanto, não se trata de sanções contra o povo cubano”.

Sobre as sanções anunciadas contra o conglomerado militar cubano Gaesa, Marco Rubio explicou tratar-se de “uma ‘holding’ criada por generais em Cuba que gerou milhares de milhões de dólares em receitas, nenhuma das quais beneficia o povo cubano”.

“Nem um único cêntimo desse dinheiro beneficia o povo cubano. Há o Governo cubano, que tem um orçamento, e depois há esta empresa privada que tem mais dinheiro do que o próprio Governo. Nem um único cêntimo dessa empresa é destinado à construção de uma única estrada, de uma única ponte, nem a fornecer um único grão de arroz a um único cubano, exceto às pessoas que fazem parte da Gaesa”, disse o secretário de Estado, depois duma reunião com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni.

Em resposta, o Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, criticou duramente as últimas sanções impostas pelos Estados Unidos e afirmou que se trata de uma “agressão unilateral” que se insere numa onda de medidas impostas por Washington “de forma ilegal”.

“Embora estas sanções ilegais agravem a difícil situação do país, reforçam, na mesma medida, a nossa determinação em defender a pátria, a revolução e o socialismo”, afirmou.

Neste sentido, salientou que o povo cubano “já conhece a crueldade que se esconde por trás das ações do Governo dos Estados Unidos e a crueldade com que este é capaz de nos atacar”, tal como indicou numa mensagem divulgada nas redes sociais, na qual afirmou que o povo cubano “compreende, tal como o resto do mundo, que isto é uma agressão unilateral contra uma nação e uma população cuja única ambição é viver em paz”.

“Queremos ser donos do nosso próprio destino e livres da interferência perniciosa do imperialismo norte-americano”, acrescentou.

Rubio, por sua vez, reiterou que se trata de “uma sanção contra esta empresa que está a roubar o povo cubano em benefício de uns poucos”.

Sobre a audiência de quinta-feira com o Papa Leão XIV, Rubio disse não terem sido abordadas sanções, mas sim a ajuda que os Estados Unidos estão disponíveis para enviar para Havana.

Os Estados Unidos disponibilizaram “seis milhões de dólares [cerca de cinco milhões de euros] em ajuda humanitária, distribuída pela Cáritas, a agência da Igreja Católica”, adiantou Rubio sobre a conversa mantida com o líder da Igreja católica.

“Estamos dispostos a fazer mais. De facto, oferecemos ao regime 100 milhões de dólares em ajuda humanitária. Infelizmente, até agora não aceitaram distribuí-la para ajudar o povo de Cuba. Pensámos em ajuda para o furacão, mas é o regime que não a aceita. É o regime que se interpõe no caminho”, salientou.

Acrescentou ainda que os Estados Unidos “querem ajudar Cuba, que está a sofrer por causa deste regime incompetente que destruiu o país e a economia”.

Num comunicado emitido na quinta-feira, Rubio, de ascendência cubana, explicou que as sanções à Gaesa “fazem parte do agravamento das sanções contra a ilha ordenado por Trump no passado dia 01 de maio”

A 01 de maio, o Presidente norte-americano, Donald Trump, assinou uma nova ordem executiva para alargar o âmbito das sanções contra Cuba, de modo a abranger praticamente qualquer pessoa ou empresa não norte-americana que tenha relações comerciais com a ilha, especialmente nos setores da energia, da defesa, da segurança e das finanças.

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