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Cinco turistas italianos morreram ao mergulhar em cavernas profundas nas Maldivas. Um corpo foi encontrado e quatro seguem desaparecidos

O grupo não regressou à superfície, pelo que a tripulação da atividade alertou as autoridades locais. O mau tempo dificulta as buscas nas cavernas que chegam aos 50 metros de profundidade.

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▲A diversidade de vida marinha atrai os turistas para os mergulhos nas águas cristalinas das Maldivas

ullstein bild via Getty Images

▲A diversidade de vida marinha atrai os turistas para os mergulhos nas águas cristalinas das Maldivas

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Cinco pessoas morreram na quinta-feira durante um mergulho profundo em cavernas subaquáticas nas Maldivas. O Governo daquele país asiático acredita que os turistas de nacionalidade italiana estavam a uma profundidade de 50 metros, pelo que a busca pelos seus corpos é complexa — um deles foi encontrado morto no mesmo dia numa gruta, com causa exata do óbito ainda a apurar. Os outros quatro continuam desaparecidos até ao momento. A operação de resgate foi iniciada esta sexta-feira com barcos, aeronaves e mergulhadores no Atol de Vaavu, a 64 quilómetros da capital Malé, cerca de uma hora de viagem de barco.

A informação foi publicada por vários meios de comunicação social e confirmada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros italiano e pela embaixada de Itália em Colombo, que “têm estado a acompanhar de perto o caso desde a primeira notificação. A embaixada está em contacto com as famílias das vítimas, de modo a prestar toda a assistência consular necessária”, diz a nota divulgada no site. Há ainda vinte outras pessoas daquele mesmo grupo, a bordo do Duke of York, que estão a ser assistidas pelos órgãos italianos.

O acidente está a ser considerado pelas autoridades locais o pior entre todos os já registados em mergulhos naquele arquipélago, levando a que considerem solicitar ajuda internacional. A caverna onde se acredita estarem os corpos “é tão profunda que os mergulhadores, mesmo com os melhores equipamentos, não se aventuram a entrar“, disse aos jornalistas o porta-voz do governo das Maldivas, Mohamed Hussain Shareef. As condições meteorológicas desfavoráveis interromperam os trabalhos de busca, segundo o The Washington Post. O mergulho, seja recreativo ou profissional, é uma atividade comum no mar cristalino daquela região rica em biodiversidade marinha.

O grupo de turistas mergulhava nas proximidades da ilha de Alimatha na manhã de quinta-feira e devia regressar à superfície até ao meio-dia, o que não ocorreu e levou a tripulação que organizava o passeio a alertar a guarda marinha. As vítimas, segundo a agência Ansa, são Monica Montefalcone (professora associada de Ecologia da Universidade de Génova) e a sua filha Giorgia Sommacal (estudante de Engenharia Biomédica), Muriel Oddenino di Poirino (investigadora em Turim), os instrutores de mergulho Gianluca Benedetti e Federico Gualtieri, recém-formado em Biologia Marinha e Ecologia pela Universidade de Génova. Na sua página no Instagram, a instituição de ensino publicou uma nota de pesar pelas mortes.

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