O acordo-quadro entre Estados Unidos e Irão para terminar as hostilidades foi assinado eletronicamente pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, e pelo presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, revelou esta segunda-feira o vice-presidente norte-americano, JD Vance.

“Já assinámos o acordo [memorando de entendimento] digitalmente ontem e não haverá dinheiro a ser libertado e isso não vai mudar”, destacou JD Vance, em entrevista à CBS.

Em França, onde está para uma cimeira dos G7, Donald Trump também confirmou essa informação: “Está assinado”. O Presidente norte-americano reformulou a situação do estreito de Ormuz, indicando que apenas está “parcialmente aberto”. Tem de se “limpar algumas minas que já foram encontradas”, destacou, prevendo que a rota estará “totalmente aberta” na sexta-feira, data da assinatura formal do memorando.

Donald Trump assinalou que sabe se estará presente na assinatura do memorando de entedimento na Suíça, na sexta-feira. Ainda assim, confirmou a presença do número dois da administarção: “O JD Vance vem”. O Presidente norte-americano deseja ainda que o texto do memorando de entendimento seja divulgado o “mais rapidamente possível”, porque considera o documento bom.

Sobre o Irão, Donald Trump saudou que a “terceira geração de líderes” iranianos são “muito espertos e fortes”. Agora “grandes coisas vão acontecer no Médio Oriente”. “O petróleo está a sair e as bolsas estão a subir como um foguete, em números recorde”, enfatizou, criticando o acordo nuclear de 2015 da administração Obama, classificando-o como “horrível” e dizendo que levaria o Irão a desenvolver uma arma nuclear.

Em contrapartida, Donald Trump sublinhou agora que os Estados Unidos fizeram um “trabalho incrível” e espera ter uma “boa relação” com o regime iraniano. “É um grande sucesso para o mundo.”

O acordo, anunciado no domingo, constitui o primeiro entendimento formal entre Washington e Teerão desde o início da recente guerra regional e prevê uma cessação das operações militares, bem como a abertura de negociações sobre questões estratégicas, incluindo o programa nuclear iraniano e a sua assinatura deverá ocorrer em Genebra.