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O primeiro-ministro considerou esta sexta-feira que “a substância” das decisões alcançadas na negociação sobre o orçamento da União Europeia (UE) 2028-2034 “é mais importante que o calendário” do que fechar um acordo ainda este ano.

“O calendário é importante, mas mais importante que o calendário é o mérito e a substância das decisões”, afirmou Luís Montenegro, no final de uma reunião de dois dias do Conselho Europeu em Bruxelas e depois de um dia centrado no debate sobre o próximo Quadro Financeiro Plurianual (QFP).

“Nós não podemos ter o QFP num determinado calendário só porque sim, devemos ter porque é o melhor para os próximos anos da UE. Portanto, em suma, eu diria que é esperada uma negociação longa, em princípio até ao final do ano, mas nada garante que assim seja, logo veremos a evolução da situação”, reforçou o chefe de Governo.

De acordo com Luís Montenegro, “as questões são muitas e terá de haver, como sempre, entendimento, cedência, aproximação”, sendo esta “uma tarefa difícil”.

Ainda assim, nas conclusões da cimeira europeia, os líderes da UE comprometeram-se esta sexta-feira a chegar a acordo até ao final do ano sobre o próximo orçamento plurianual de 2028 a 2034, apesar das posições ainda distantes dos países, para chegar aos benefícios em tempo útil.