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Trump critica Europa por "deixar entrar criminosos do Terceiro Mundo"

Trump voltou ao ataque à Europa, com uma curta publicação na Truth em que se refere a imigrantes como "criminosos" e diz que o continente europeu se está a transformar "num país de Terceiro Mundo".

epa13067697 US President Donald Trump in the Oval Office of the White House in Washington, DC, USA, 26 June 2026. Trump is speaking on the report released by the White House Religious Liberty Commission, which was established by executive order last year.  EPA/Aaron Schwartz / POOL
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▲A retórica anti-imigração de Trump refletiu-se nas duras políticas que aplicou durante os últimos 18 meses

Aaron Schwartz / POOL/EPA

▲A retórica anti-imigração de Trump refletiu-se nas duras políticas que aplicou durante os últimos 18 meses

Aaron Schwartz / POOL/EPA

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou este sábado os líderes europeus por terem permitido a entrada nos seus países daqueles a quem chamou “criminosos do Terceiro Mundo”, referindo-se aos migrantes.

“A Europa está a aprender que quando deixa entrar criminosos do Terceiro Mundo, converte-se num país do Terceiro Mundo”, escreveu Trump numa mensagem publicada na sua própria rede social Truth.

Na opinião do Presidente dos Estados Unidos “tudo acontece muito rapidamente”: “É num abrir e fechar de olhos! Eu fui eleito mesmo a tempo“, acrescentou na mensagem, referindo-se às suas políticas de encerramento de fronteiras à imigração.

Desde o regresso de Donald Trump ao poder, em 2025, intensificou a já dura abordagem anti-imigração, para “salvar o país de uma invasão migratória”, e manifestou abertamente as suas divergências com os aliados europeus.

No meio das comemorações dos 250 anos da Independência dos EUA, neste dia 4 de julho, o Presidente insistiu na véspera, junto o emblemático Monte Rushmore — o famoso monumento nacional conhecido pelas esculturas gigantescas dos rostos de quatro Presidentes americanos — nas suas advertências sobre “recém-chegados que não partilham os valores” dos EUA.

Em Washington, Trump celebra o 4 de Julho com comício e patriotismo. Em Nova Iorque, aposta-se na reflexão histórica — e no futebol

Trump e membros da sua administração têm criticado em várias ocasiões as políticas migratórias e ambientais das nações europeias e, mais recentemente, classificaram-nas como parceiros “terríveis” por não o terem apoiado na guerra com o Irão.

Nos últimos meses, as suas palavras mais contundentes dirigiram-se contra Espanha, Itália, Alemanha, França e Reino Unido, a quem reprova ter negado apoio logístico para reabrir o Estreito de Ormuz, ou o acesso às suas bases militares em momentos-chave do conflito com Teerão.

Além disso, questionou a utilidade da Organização do Tratado do Atlântico do Norte (OTAN) e a repartição de encargos entre os seus membros. O líder republicano, que participará na próxima semana na cimeira da Aliança na Turquia, afirmou que comparecerá ao evento “apenas por respeito” ao Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

Trump definiu o bloco como um “tigre de papel” e deu a entender que está a considerar seriamente a possibilidade de retirar os EUA da OTAN, apesar de, para tal, necessitar da aprovação do Congresso.

Além disso, ameaçou impor uma tarifa de 100% às importações europeias caso seja aprovada a proposta do Parlamento Europeu de criar um imposto comum para as multinacionais digitais, como a Google, a Apple, a Meta ou a Amazon.

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