O número de mortos na sequência do duplo sismo que atingiu a Venezuela há quase um mês subiu para 5.398, segundo o último balanço oficial divulgado esta quarta-feira.

Dois abalos de magnitude 7,2 e 7,5 sacudiram a 24 de junho o norte do país, em particular o estado costeiro de La Guaira, próximo da capital Caracas.

Entretanto, o número de feridos manteve-se em 16.740, segundo o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, que publicou o balanço na sua conta na rede de mensagens Telegram.

O irmão da Presidente interina, Delcy Rodríguez, indicou que 17.907 pessoas perderam as habitações, um número que se mantinha inalterado desde 7 de julho e que, na terça-feira, baixou para 17.265.

O alto funcionário não explicou por que razão o número voltou a subir para 17.907.

De momento, há 23.335 pessoas em 107 acampamentos temporários, mais 213 do que na terça-feira, enquanto 128.324 famílias foram atendidas pelas autoridades.

O terramoto deixou também 856 edifícios danificados e 190 desmoronados, de acordo com o balanço oficial, que também regista 1.463 réplicas — mais 58 do que no balanço anterior — desde o duplo sismo de 24 de junho passado.

Na segunda-feira, mais de 240 famílias receberam as primeiras habitações entregues pelo Governo às vítimas dos terramotos, numa cerimónia presidida por Delcy Rodríguez, acompanhada pelo seu irmão, no complexo militar de Fuerte Tiuna, em Caracas.

As autoridades não divulgam números relativos aos desaparecidos, mas a iniciativa “Desaparecidos Terremoto Venezuela”, um site onde são comunicados os casos de pessoas cujo paradeiro é desconhecido na sequência dos terramotos, regista mais de 29.000 pessoas com quem não foi ainda possível estabelecer contacto.

De acordo com dados não confirmados recebidos pelo Gabinete de Coordenação de Assuntos Humanitários das Nações Unidas em junho passado, o número de desaparecidos devido aos sismos poderá ascender a 50.000.

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