O Conselho Regional do CDS-PP/Madeira classificou esta quarta-feira como “muito positiva” a participação do partido no governo da região autónoma, em coligação com o PSD, e destacou os “bons resultados obtidos” no primeiro ano da atual legislatura.

“O CDS tem sido o garante da estabilidade política e da governabilidade, influenciando as políticas governamentais que têm conduzido ao crescimento económico, à redução de impostos e à melhoria dos rendimentos e da qualidade de vida dos cidadãos e famílias da Madeira e do Porto Santo”, refere o partido.

Em comunicado emitido após a reunião do Conselho Regional, que decorreu no Funchal, os democratas-cristãos destacam o seu contributo para fixar o salário mínimo no arquipélago em 980 euros, o mais alto ao nível nacional, para aplicar o diferencial máximo de 30% em todos os escalões do IRS e para baixar o IRC para 13,3%, sendo que, na costa norte da Madeira e no Porto Santo, a taxa é de 8,75%.

O CDS-PP elegeu um deputado nas eleições regionais antecipadas de 2025 e estabeleceu um acordo de coligação governamental e parlamentar com o PSD, garantindo a maioria absoluta na Assembleia Legislativa da Madeira.

O líder da estrutura regional do partido, José Manuel Rodrigues, é agora secretário regional da Economia, no executivo liderado pelo social-democrata Miguel Albuquerque.

O Conselho Regional dos centristas destacou também o contributo do partido para baixar o IVA de 6% para 4% sobre 90 bens essenciais na região, bem como para iniciar a negociação, no âmbito do Conselho de Concertação Social, sobre a aplicação do subsídio de insularidade aos trabalhadores das empresas privadas e do setor social.

Entre outros aspetos, o CDS-PP/Madeira realça a sua participação na criação de um sistema de incentivos a fundo perdido para as micro e pequenas empresas, no reforço do apoio às empresas exportadoras da Madeira e na dinamização de um Observatório de Preços para monitorização e controlo dos custos dos bens essenciais e combate à especulação.

O partido diz ainda ter contribuído para criar um plano de contingência face à crise energética provocada pela guerra no Médio Oriente e ter ajudado a lançar um investimento de mais de 30 milhões de euros para modernizar o porto do Caniçal e o porto de cruzeiros do Funchal.

“O CDS, em coligação com o PSD, fez muito para uma boa governação neste primeiro ano da legislatura [2025-2029]”, refere o comunicado, sublinhando, no entanto, que o partido não está satisfeito e quer mais.

“É por isso que consideramos prioritário apostar muito mais na construção de habitação para venda ou arrendamento a preços acessíveis, duplicando a verba para a construção de casas e reforçando o investimento nas respostas às carências de lares e de residências assistidas”, sustenta o Conselho Regional, adiantando que o partido quer “acentuar a aplicação de uma política de rendimentos que faça refletir na vida de quem trabalha os resultados do crescimento económico, com aumentos de salários superiores à inflação”.